11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Consea apurará impacto do desenvolvimento na região

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Uma das primeiras tarefas da comissão regional vinculada ao Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Consea) será a apuração do impacto do desenvolvimento nos municípios do pólo administrativo de Bauru. Ontem, o bispo dom Mauro Morelli, presidente do Consea, se reuniu com representantes de 41 cidades para discutir o assunto e formalizar uma comissão regional, composta por cinco representantes do poder público e dez da sociedade civil.

“As questões do meio ambiente e da natureza interessam à segurança alimentar. Vamos trabalhar qual o impacto que o progresso tem em cada região do Estado. A idéia é levar o clamor da natureza e do povo para uma mesa de diálogo com o Poder Executivo estadual, de forma que se possa responder com planos de ação em cada secretaria”, explica o bispo.

Na avaliação dele, é preciso sair dos “decretos, das intuições e da boa vontade” para tratar a questão com seriedade. “O Consea é um instrumento de parceria para se pensar um Brasil diferente, com medidas emergenciais e assistenciais necessárias, mas também estruturantes”, explica.

Morelli diz que tudo que se refere à geração de trabalho e distribuição de renda é importante à segurança alimentar nacional. “Em São Paulo, queremos um conselho regionalizado para se trabalhar o desenvolvimento do Estado à luz do direito à alimentação e nutrição.”

O bispo observa que o grau de consciência da sociedade ainda é “muito restrito” quando o assunto é fome. “A sociedade ainda não entendeu qual estratégia adotar para o problema. O direito ao alimento é garantido se houver uma ação orquestrada entre família, sociedade e governos em todos os níveis”, diz.

As comissões regionais vão integrar o Consea. “Estamos constituindo as comissões, que serão a nossa base operacional. Cada uma delas terá o direito de eleger um conselheiro ao Consea. Vamos garantir uma estrutura básica: um computador, cadeiras, transporte, recursos para encontros de formação, alimentação e mais uma atendente que trabalhe quatro horas por dia”, informa.

O religioso observa que outra importante tarefa das comissões regionais será o levantamento da produção dos alimentos. “Essa região produz ou não os alimentos que ela consome? Se não produz, por que não passa a produzir? As comissões regionais serão o contato com a realidade local”, afirma.

As universidades e faculdades de Bauru e região também foram convidadas a participar do projeto. “Por natureza, as universidades têm o know-how e os instrumentos para levantar todos os dados e, com isso, assessorar a comissão regional. Isso permitirá um avanço de qualidade no trabalho.”