O ex-prefeito Nilson Costa, no JC deste último dia 2 de setembro, destrambelha uma choraminga de doer. Tentando defender sua administração da tragicômica situação que se transformou a ponte que liga o Distrito Industrial I aos bairros Chapadão, Mendonça e Mary Dota, fator determinante de sua apertada vitória eleitoral no pleito municipal de 2000, procura desviar o foco da questão principal que é a da incompetência na implantação de tal obra envolvendo personagens e obras que não têm nada a ver com a questão.
Fala do viaduto em construção sobre os trilhos da NOB como responsável por uma dívida “ruinosa” de “R$ 40 milhões”. A afirmação carece de veracidade. Não precisamos ir muito longe para confirmar isso, basta ler o próprio JC (pág. 3) do último dia 26 de agosto passado e conhecer mais um episódio da confusa - para dizer o menos - “federalização” das dívidas municipais, composta e assinada durante a administração Nilson Costa. O ex-prefeito Tidei de Lima ficou rouco de tanto falar sobre os erros grosseiros que compunham a parte do viaduto na dívida federalizada, mas precisou o então vereador José Clemente entrar com uma ação popular para que o caso viesse a ser esclarecido. A administração Nilson Costa errou a favor do Banco Chase, e contra os interesses da prefeitura que ele chefiava naquele momento, a módica quantia de R$ 11 milhões de uma dívida que queriam consolidar em R$ 23 milhões. Portanto, a dívida do viaduto é de R$ 12 milhões e não de R$ 40 milhões, como escreve em seu artigo o choroso ex-prefeito. Tenta, ainda, fustigar alguns vereadores demonstrando certa dor de cotovelo. É lamentável que a esta altura, quando a população mais esclarecida já tem consciência do que representa cada obra no contexto do dia-a-dia de nossa cidade, tenhamos que estar desviando nossas testas dos carimbos de idiota que volta e meia algum espertinho tenta nos aplicar. É preciso dar um basta nirsso...
Nicanor Amaro Silva Neto