A segmentação também chegou às salas de aula dos cursinhos preparatórios para os vestibulares. Processos seletivos das Universidades Estadual de Londrina (UEL), de Campinas (Unicamp), Fuvest, dentre outros, recebem atenção especial por parte dos professores.
Segundo Marcos Ueda, coordenador de vestibulares do Colégio Fênix, a tática adotada produz resultados positivos. “O que se percebe é que cada vez mais aumentamos o número de aprovados nessas universidades. Isso significa que nossos professores estão sintonizados com os programas dessas instituições de ensino”, analisa.
Outra área específica que ganha cada vez mais espaço nos cursinhos é de atualidades. Os candidatos têm de estar plugados on-line no que acontece no Brasil e no mundo. É o que faz Daniela Swidrak, 17 anos, que prepara-se para buscar vaga no curso de relações internacionais das Universidade de São Paulo (USP), de Brasília (UnB) e Estadual Paulista (Unesp).
“Procuro acompanhar pelos jornais”, diz. Já Bruno José Rodrigues Frank, 18 anos, prefere acompanhar a crise política pelas revistas semanais. “Fica mais fácil porque é resumido”, justifica. Ele vai prestar história na USP e na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).
Ana Paula Nucci, 17 anos, diz que memoriza os nomes dos principais envolvidos no escândalo do mensalão. “Assisto aos jornais da TV. Quando tenho tempo, também leio revistas”, comenta.
O professor Nelson Azevedo, professor de química do Liceu Noroeste, reforça a recomendação. “Na UEL, por exemplo, é muito comum as provas trazerem questões sobre atualidades”, orienta.
Daiane Aparecida Dias, 16 anos procura se preparar. “Dentro do possível, leio jornais e revistas”, diz. Ela estuda de dez a 12 horas por dia para conquistar vaga no curso de medicina das universidades públicas paulistas. A recomendação também é seguida por Carolina Garcia de Almeida, 16 anos. “Não há como não acompanhar o que acontece no País e no mundo. Os professores também comentam na sala de aula”, observa.
Na avaliação do professor Cláudio José Ferreira, diretor do Colégio Interativo, os cursinhos hoje direcionam o ensino e a preparação de seus alunos para os vestibulares das universidades públicas. “Elas são as mais concorridas. Isso exige cursos de aprofundamento, aulas de atualidades”, diz.