Duartina já foi conhecida como a Capital da Seda, época em que a criação do bicho-da-seda movia a economia local. Mais recentemente, ficou famosa graças à indústria moveleira. Atualmente, é um projeto social que leva o nome da cidade pela região. Unindo educação e música, o Projeto Crescer tornou-se referência.
O projeto, que atende 1.134, crianças tornou-se referência na assistência social sem ser assistencialista. Ele prepara a criança para a vida. O Espaço Crescer "Vereador Antonio Garla" revitalizou o antigo clube municipal e tornou realidade um sonho, fazer com que crianças carentes aprendessem a tocar violino.
Atualmente, o Musicrescer prepara 20 dos 37 alunos para gravar um CD. A comercialização do CD vai garantir a compra de um violino para cada um dos alunos, afim de que eles possam ensaiar em suas casas. Os instrumentos musicais usados no projeto não podem sair do espaço. A previsão é que o CD esteja pronto em dezembro quando os ‘pequenos’ violonistas se apresentam em toda a região.
Para o prefeito da cidade, Enio Simão, o Projeto Crescer nasceu do coração onde mora até hoje. “É onde eu vou quando me canso da parte burocrática da administração. É onde eu recarrego as minhas energias para superar os desafios impostos pelo cargo. É ali que busco forças para enfrentar os políticos, da saúde pública, a falta de empregos e outros que rondam a cabeça de qualquer administrador.”
Para ele, o desafio é conquistar empregadores que possam gerar vagas no mercado de trabalho. “Recentemente, uma empresa se instalou em nossa cidade, uma embaladora de doces. Ela ocupa a antiga estação ferroviária central e vai gerar 70 vagas, veio de Bauru. Os moradores ficaram sabendo e trouxeram mais de mil currículos na prefeitura. Todos pretendiam um emprego.”
Para ele, a entrega dos currículos demonstra a necessidade de mais empregos. “A maior parte dos desempregados é mão de obra sem qualificação. Por isso, estamos investindo na profissionalização. Contratamos o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para ensinar técnicas em confecção. Temos uma fábrica nesse segmento na cidade.”
Na opinião de Simão, a cidade tem grandes empregadores. “Temos a Rima Móveis, Tegobras, Bratac, Digus, JLF e algumas serrarias. Para a camada menos profissionalizada, os empregos são na agricultura, na safra da laranja e da cana.”