08 de julho de 2026
Regional

Prefeito quer mais agilidade da Câmara

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Para o prefeito de Duartina, Enio Simão, administrar a cidade tem sido uma tarefa que exige muito jogo de cintura. “É mais fácil não fazer nada, não correr riscos. Estou com dificuldade para aprovar um projeto que beneficia o pessoal desempregado que está passando fome.”

Segundo o prefeito, existe uma indústria que fabrica doces e brinquedos de plástico que quer se instalar na cidade. “Eles nos procuraram e disseram que precisavam de uma estrutura. Eu ofereci o que tinha disponível, mas era muito pequeno para eles,” comenta.

O empresário gostou de uma propriedade particular que tem uma estrutura bem maior. “A indústria se interessou. Fica na zona rural, era antiga chocadeira. Na propriedade há vários barracões e cinco casas.”

A administração pública negociou com o proprietário a fim de impedir que a indústria procurasse outra cidade para se instalar. “Consegui um aluguel de R$ 2.900,00. Antes de efetivar o negócio conversei com os vereadores. Eles entenderam e concordaram que a prefeitura locasse e autorizasse a empresa a se instalar. Só que o trato foi verbal.”

Na hora de homologar, segundo o prefeito, a Câmara não quer mais aprovar a idéia. “A Câmara não quer assinar. Eles alegam que com R$ 3 mil/mensais daqui há três anos eu construo um barracão. Só que a indústria não vai esperar três meses, muito menos três anos.”

Na opinião de Simão, a estrutura que tem na propriedade escolhida pela empresa nem com R$ 500 mil poderá ser construída. “É claro que eu não tenho como prever se a empresa vai crescer e gerar 200 vagas. Com certeza, vai gerar mais de 50. A questão é de arriscar.”

Pelas contas do prefeito, se a indústria gerar dez empregos com salários de R$ 500,00 serão R$ 5 mil. Quase o dobro do aluguel. Sem contar as atividades que isso geraria.”

Ele admite que o risco é grande. “Pode ser que um promotor venha e eu tenha que responder por isso. Eu quero arriscar porque acredito que a geração de emprego é uma exigência da população.”

Ele frisa que o trabalho na lavoura foi incrementado com o plantio de laranja. “Há uma oferta maior de vagas. Mas muitas vezes a pessoa procura algo melhor, não quer acordar de madrugada. O pessoal quer trabalhar na indústria. A gente está fazendo de tudo, porém todos municípios estão com dificuldades para atrair empresas e oferecem tudo.”