Eu nasci comprido, preto, leve e todo mundo me usa e me abusa. Não tenho lugar fixo. Uma hora estou no armário, outra hora, dentro da gaveta, outra hora, em cima da estante, outra hora, dentro da bolsa.
Até dentro da boca eu já fui parar! Como se já não me bastasse toda essa situação, me aparece uma tal de branquinha apagando todo o meu trabalho. E você ainda me pergunta como me sinto? Ninguém me pergunta o que quero fazer. E ainda traz uma tal de azulzinha, escrevendo e deslizando bem mais rápido do que eu, e se acha o máximo, só porque tem uma tampa!
Não adivinha ainda quem sou? Não adivinhou qual é o meu maior problema? Eu sou o lápis, meu maior problema é a borracha e a metida é a caneta. Diante de tudo isso, como acha que me sinto? Me sinto muito mal!