De acordo com a professora e terapeuta especializada em casais e família Maria Ivone Marchi, o conflito entre sogras e noras é conseqüência da forma como é constituída a relação.
“Desenvolver um relacionamento respeitoso ou até mesmo cordial com a outra mulher na vida dela pode ser um dos desafios mais exaustivos enfrentados pela mulher de nossa cultura. Mas, por outro lado, há também potencial para um amor inesperado, uma troca de generosidade, sabedoria e apoio”, aponta Costa.
Ela explica que a relação sogra/nora pode ser influenciada pelos vínculos que os cônjuges estabeleceram com suas respectivas mães. “O modelo de relação que a nora estabeleceu com sua mãe poderá definir a possibilidade de relacionamento dela com outras mulheres, no caso, com sua sogra”, diz.
“Se a nora teve um relacionamento desagradável com a mãe, pode repudiar a sogra, assim como pode vê-la como amiga ou a mãe que nunca teve. No caso da sogra, se o vínculo maternal com o filho é bem elaborado, ele vai deixá-lo livre para manter outros relacionamentos”, detalha a terapeuta.
Mãe de dois rapazes de 18 e 22 anos, a fisioterapeuta Mônica*, 48 anos, conta que sempre buscou estabelecer uma boa convivência com suas noras. “Criei meus filhos de forma muito aberta, educando-os para que eles respeitassem as namoradas. Por isso, acredito que a presença delas serve para ‘acrescentar’ e não ‘perder’ meus filhos”, revela.
A postura de Mônica, entretanto, não evitou conflitos entre ela e sua ex-nora. “Ela namorou meu filho mais velho por dois anos. Depois que eles terminaram, ela me culpou, dizendo que eu fui a responsável por isso”, diz.
* Nomes fictícios foram utilizados para preservar a identidade dos entrevistados