08 de julho de 2026
Mulher

Cartão de visita

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 4 min

Mais do que protetores solares ou indicados em receituários, os óculos estão se transformando em acessórios essenciais na hora de compor o look diário. Parte desse sucesso pode ser creditado ao diversificado número de armações disponíveis no mercado. “Há modelos para todos os perfis”, aponta o consultor estético paulista Miguel Gianini.

Dirigindo um centro ótico composto por uma clientela famosa, ele participou da Abióptica 2005, feira realizada há um mês, em São Paulo, para apresentar os últimos lançamentos do setor. Entre eles, armações solares grandes, no estilo anos 60 e inspirados em Jackie Onassis, ou modelos de grau ou de sol extremamente leves e confortáveis feitos a partir de celulose de algodão.

Há ainda uma linha de óculos incrementados por detalhes em cristal e strass, que encantam pessoas que buscam conforto e sofisticação. A secretária Lúcia Helena Cesaretto Chiquito, 51 anos, é uma delas.

Dona de uma coleção de óculos de sol, ela está sempre atenta aos lançamentos. “Prefiro modelos que não sejam comuns. Gosto das máscaras, detalhes e um pouco de brilho”, diz ela, que adora combinar a armação com seu estilo de roupa. “Às vezes uso uma blusa de cor escura ou um visual mais sério e esse acessório dá um diferencial”, observa Lúcia.

A corretora de imóveis Patrícia Weiser Watanabe, 29 anos, também faz questão de incluir diferentes opções do acessório em seu cotidiano. Além de três modelos de grau, ela possui outros cinco óculos solares. “Escolho-os dependendo da estação climática: verão, inverno, para dias nublados e para praia”, aponta. “Já os de grau, possuo dois para o dia-a-dia e um mais social”, destaca.

Kit básico

Gianini explica que as pessoas que precisam usar óculos devem ter no mínimo três exemplares. “Um modelo de grau para o dia-a-dia e outro para eventos sociais, além de um para proteção solar. Esse é o kit básico”, diz. “E fazer como roupas e calçados. É bobagem investir em modelos muito caros porque hoje existem boas opções para que a pessoa forme sua minicoleção”, acrescenta.

Na hora de escolher os óculos, Gianini afirma que é fundamental aliar conforto e o perfil psicológico de cada pessoa. “O modelo deve combinar com o gosto do cliente. Ele precisa se identificar com o produto”, observa.

Nesse sentido, reforça o consultor, o perfil individual deve ser o critério principal para a escolha dos óculos. “Se a pessoa é mais discreta, deve procurar por cores mais nobres e estilo clean, com poucos detalhes. Mas se ela é extrovertida, pode ousar”, sugere.

Para rostos pequenos, o consultor recomenda não usar óculos solares muito grandes. “Nesse caso, a pessoa pode brincar com cores, elegância e luminosidade”, detalha. Já para rostos maiores, as opções são diversificadas. “Ele combina com óculos maiores, estilo anos 60. Mas cada caso é um caso”, enfatiza.

Receituário

Os cuidados devem ser mais rígidos em relação aos óculos de grau. O consultor explica que é necessário combinar armação e lentes, cuja principal característica deve ser a qualidade. “Primeiro é preciso analisar o tipo de grau de cada pessoa para se evitar uma decepção, porque às vezes o modelo pode resultar em um ‘fundo de garrafa’”, exemplifica.

“Além de gostar da armação, é bom verificar se ela traz conforto. Depois, ficar atento para que o modelo emoldure e não anule as sobrancelhas, porque elas são auxiliares da visão”, diz Gianini. No caso dos óculos de sol, as sobrancelhas podem ser escondidas, já que a função é de proteção, salienta o consultor.

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Crianças

As novidades no setor de óculos de sol e de grau também prometem encantar o público infanto-juvenil. Armações coloridas e estampadas com personagens pop, como as Meninas Super-Poderosas, Scooby Doo e personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo são algumas das opções.

O consultor estético paulista Miguel Gianini destaca que os mesmos critérios usados por um adulto na hora de comprar óculos devem se estender aos pequenos. “É preciso respeitar o perfil deles. De repente a criança é extrovertida e quer uma armação mais colorida, ou vice-versa, ela pode ser mais introspectiva e precisa ter autonomia para escolher”, aponta.

No geral, entre as principais tendências do setor ótico, destacam-se as releituras dos anos 60 com propostas e designers arrojados, pontua Gianini. A exemplo das roupas da coleção primavera/verão, as cores das armações são cítricas, como o verde e o uva.

“O importante é manter essa fusão gostosa em cima da imagem. As pessoas estão se dando o sabor de brincar com esses acessórios, que emolduram a expressão dos olhos”, diz o consultor.