09 de julho de 2026
Nacional

Mãe de Jhéck sai do anonimato e diz ter ‘ficado em pânico’

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Franca - A costureira Rosemara dos Santos Souza, 22 anos, criticou ontem o comportamento de alguns órgãos de imprensa, que mostraram fotos do seu filho, Jhéck Breener de Oliveira, 4 anos, no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Unimed, de Franca, e disse ter entrado em pânico ao saber que a criança tinha doença degenerativa irreversível.

As declarações foram dadas na primeira entrevista na qual autorizou a divulgação de fotos suas e do seu nome. Ela vinha pedindo anonimato desde terça-feira, quando o recepcionista Jeson de Oliveira, 35 anos, pai de Jhéck, disse que iria à Justiça pedir a eutanásia do filho - o casal está separado.

A mãe de Jhéck disse que não queria aparecer para manter a sua privacidade, mas que, depois da divulgação da foto dela ao lado do filho no hospital, isso tornou-se inviável, disse, em referência a jornais do Rio e de São Paulo que publicaram as imagens. “Faz quatro dias que eu não durmo. Venho de ônibus para o hospital e não tenho paz.”

Ela disse ter ficado sem saber o que fazer quando soube da doença. “Parecia que minha vida tinha acabado. Se a pessoa não tiver o pé no chão, ela se entrega. Eu não queria aceitar o que estava acontecendo. Peço desculpas a Deus e ao meu filho por ter entrado em pânico, mas vou até o fim.”

Ela disse que tem esperança de levar o filho para casa. “Quero ver se, com o apoio que estou recebendo, compro o aparelho respirador (que custa de R$ 20 mil a R$ 60 mil).”

Para o diretor clínico do hospital, Luís Fernando Peixe, o estado de Jhéck é estável, mas isso não significa que ele possa ir para casa. “Não é só a questão dos aparelhos. É preciso ter pessoas especializadas acompanhando 24 horas por dia. No hospital, se acabar a energia, tem um gerador.”