Sobre a carta publicada no último sábado, dia 3/9/05, Tribuna do Leitor, de Adriano Aparecido Bruno (bancário), questionando se não é o momento de se alterar as normas legais que regem as universidades públicas, acredito que as colocações feitas, por representarem soluções simples e objetivas, deveriam servir de base para que os responsáveis pelo assunto realmente encontrassem um caminho.
Por outro lado, receio que a proposta apresentada na missiva seja considerada “solução de maluco”, porque ela representa o começo da nossa tão sonhada “distribuição de renda”, coisa que, em nosso País, todo mundo prega, mas ninguém pratica. Todos, mas principalmente as autoridades têm evidente medo dos 10% de privilegiados e seu enorme poder econômico.
No dia 30/8/05, na Assembléia Legislativa de nosso Estado, tive a oportunidade de ouvir o deputado estadual Pedro Tobias declarar que um estudante formado em nossas universidades públicas custa mais caro do que os formados nos Estados Unidos e outros países de primeiro mundo, incluindo a França, onde ele havia se formado. E ninguém aparece para apresentar uma solução!
Alguém da imprensa, por exemplo, prestou atenção em seu depoimento? Que eu saiba, ninguém, pois os responsáveis por essa estrutura tão arcaica não estão interessados. Preferem que a velhinha miserável que o missivista menciona continue a contribuir para financiar todos os gastos da universidade pública em benefício do filho daquele que estacionou seu Audi na entrada do supermercado.
A mesma coisa acontece com o micro e pequeno empresário que todos falam que representam os maiores criadores de empregos, mas que até hoje ninguém consegue realmente defender, pois isso não resultaria em caixa dois para os partidos políticos.
Ninguém quer passar por “Don Quixote de la Mancha” quando é mais vantajoso estar perto dos mensalões, obras superfaturadas, valeriodutos, licitações não muito bem explicadas, etc, etc.
Evaristo Rodriguez González - RG 2.947.296-9