09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Incubadora pode ser aberta em outubro

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 4 min

A incubadora de empresas anunciada para Bauru em março deste ano tem previsão de entrar em funcionamento até o final de outubro. A informação é do professor e chefe do departamento de engenharia de produção da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Jair Manfrinato. O projeto é uma parceria entre a Unesp, Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP).

Segundo Manfrinato, a assessoria de relações externas da Unesp, em São Paulo, deve encaminhar o projeto para o Conselho Universitário da instituição até a próxima semana. Pelo projeto, a Unesp entra com a doação da área, o Sebrae com o custeio operacional e capacitação dos empreendedores e a Fiesp/Ciesp com a gestão da incubadora.

“O Conselho Universitário dará o aval final ao convênio com a Fiesp, que já foi aprovado em todas as outras instâncias. A reunião do Conselho ocorrerá na segunda quinzena deste mês. Passando por essa etapa, a inauguração estará liberada. Com isso, acredito que será possível iniciar as operações da incubadora até o final de outubro”, observa Manfrinato.

A proximidade da data está sendo comemorada pelos parceiros do projeto, já que a primeira incubadora de empresas que Bauru teve foi desativada em 2002. Mantida pela Instituição Toledo de Ensino (ITE) e pelo Sebrae, ela foi fechada após a saída da ITE do convênio. Atualmente, cidades bem menores do que Bauru contam com uma incubadora, como Barra Bonita, Lins, Bariri, Jaú e Lençóis Paulista.

Conforme matéria divulgada pelo JC em março deste ano, o novo projeto prevê a instalação da incubadora dentro da própria área da Unesp. De acordo com Manfrinato, que também é membro da diretoria regional do Ciesp, inicialmente ela funcionará numa área de aproximadamente 200 metros quadrados. A capacidade será para abrigar até oito micro e pequenas empresas incubadas.

“Dentro de dois anos a contar da data de sua inauguração, está prevista a ampliação e transferência da incubadora para uma área de 5 mil metros quadrados também disponibilizada pela Unesp, próximo ao Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet)”, adianta o professor. A capacidade total será para 30 empresas.

Segundo Manfrinato, a construção será feita em módulos. A previsão é de que até o final de 2006 a incubadora já ocupe uma área de 2 mil metros quadrados. “Depois disso, conforme for aumentando a demanda nós vamos ampliando a área construída”, acrescenta.

Depois do aval do Conselho Universitário, o próximo passo será fazer a divulgação do projeto para atrair empresários interessados em se instalar na incubadora. A seleção dos candidatos será feita por um Conselho Administrativo, que terá membros da Fiesp, Sebrae, Unesp e da Prefeitura Municipal de Bauru, que também está apoiando o projeto.

De acordo com o gerente regional do Sebrae, Milton Debiase, as empresas abrigadas deverão ser fundamentalmente de base tecnológica. Ele explica que, além de participar da seleção das potenciais incubadas, o Sebrae cuidará do processo seletivo do gerente da incubadora e de outras ações operacionais.

“A Fiesp ainda não nos solicitou que comecemos a fazer o processo seletivo; estamos aguardando isso. Mas se realmente a Unesp (Conselho Universitário) liberar a instalação da incubadora ainda neste mês, concordo com a previsão de que até o final de outubro seja possível fazer a inauguração - o que só pode ocorrer oficialmente após a seleção das incubadas”, detalha Debiasi.

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Minidistritos

De acordo com o chefe do departamento de engenharia de produção da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Jair Manfrinato, as empresas poderão ficar instaladas na incubadora num período de até dois anos. Depois disso, a idéia é de que elas sejam transferidas para os minidistritos industriais, projeto idealizado pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Walace Sampaio, e já aprovado pela diretoria regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) - conforme divulgado pelo JC.

Ao contrário dos três Distritos Industriais (DIs) existentes em Bauru, ocupados apenas por grandes empresas já consolidadas do segmento industrial, os minidistritos são direcionados a micro e pequenos empresários dos setores industrial, comercial (atacadista) e de prestação de serviços. O projeto não inclui o setor varejista.

“A idéia é de fazer os minidistritos dentro da área urbana da cidade e com lotes de aproximadamente 500 metros quadrados. O projeto está em fase final de estudo técnico da área (pertencente à prefeitura) escolhida para abrigá-lo, que por ora não podemos divulgar onde fica. Se tudo for aprovado por este estudo técnico, só faltará viabilizar a verba necessária para a instalação e encaminhar projeto de lei para a Câmara Municipal aprovar”, explica Sampaio.

Segundo ele, dependendo do que os estudos indicarem - análise que incluirá o custo financeiro do projeto -, existe a possibilidade de que a prefeitura envie o projeto de lei à Câmara ainda neste ano. “Depois, faltará o prefeito sancionar a lei.”