08 de julho de 2026
Nacional

Ex-prefeito diz não haver provas de irregularidade

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - A assessoria de Paulo Maluf (PP) informou ontem, por meio de nota, que não há provas contra o ex-prefeito ou contra o filho dele Flávio. Disse que o doleiro Vivaldo Alves, o Birigüi, prestou depoimento contra a família Maluf após ver frustrada sua tentativa de extorquir dinheiro deles.

Leia abaixo a íntegra do comunicado assinado pelo assessor de imprensa de Maluf, Adilson Laranjeira:

“Sobre a falsa denúncia de um doleiro, réu confesso, criminoso notório, contra Paulo Maluf, sobre suposta remessa ilegal de dinheiro para o Exterior, os próprios fatos, divulgados pela Polícia Federal, desmentem a falsa notícia.

1.º - O próprio doleiro, Vivaldo Alves, vulgo “Birigüi”, diz que remeteu dólares para o Exterior, a mando do filho de Maluf, em 1998, dinheiro este que teria sido utilizado na campanha eleitoral daquele ano. E confessa ao mesmo tempo que tem uma conta-mãe no Exterior, ilegal, para onde envia as remessa de todos os seus “clientes”.

2.º - Dessa conta coletiva do doleiro, ele diz que fez remessas para o publicitário Duda Mendonça através de uma terceira conta, sem prova nenhuma de que essa conta seria de Duda Mendonça.

3.º - Antes de depor na Polícia Federal (2/8/2005) contra Paulo Maluf, o doleiro criminoso tentou extorquir dinheiro de Maluf e de familiares do ex-prefeito com a ameaça de mentir contra Paulo Maluf, quando fosse fazer o seu depoimento, subornado com a promessa da delação premiada pelo delegado Protógenes Queiroz.

4.º - Ante a ameaça de extorsão, o advogado de Paulo Maluf, José Roberto Leal, como manda a lei, comunicou por escrito à Justiça Federal, no mês de julho (27/7/ 2005, às 17h15), a tentativa de extorsão de que seu cliente estava sendo vítima, o que deixa documentada a tentativa de extorsão.

5.º - Flávio Maluf, filho do prefeito, também comunicou por escrito à Justiça Federal e ao delegado da PF, que comandou a “investigações”, que estava sendo vítima de extorsão por parte do doleiro criminoso.

6.º - O depoimento do doleiro se deu após a denúncia à Justiça de que ele estava extorquindo Paulo Maluf e família.

7.º - O delegado da Polícia Federal e o Ministério Público não dizem ao criminoso que não há garantia de que ele sairá beneficiado pelas mentiras que fez na delação premiada. Como ele é criminoso confesso, que admitiu ter contas ilegais no Exterior, o juiz é que vai decidir se ele será punido pelo crime que cometeu ou se terá redução de pena.

8.º - Nas gravações liberadas pela Polícia Federal à imprensa, não há uma só palavra que incrimine Paulo ou Flávio Maluf nas falsas acusações do doleiro.

9.º - Flávio Maluf foi realmente ao escritório do doleiro “Birigüi” a convite do advogado daquele criminoso, atendendo a uma metodologia de investigação policial, para ficar sabendo até aonde o pedido de extorsão iria.

10.º - Paulo Maluf e família sempre estiveram e estarão à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos sobre quaisquer fatos, e continuam sempre prontos a comparecer novamente para depor, quando convocados.

11.º - Paulo Maluf e família acreditam na Justiça.

12.º - Não acreditamos, ante a falta absoluta de provas, que qualquer representante da Justiça brasileira se renda à pirotecnia política praticada ao arrepio da lei para decretar a prisão preventiva de quem sempre esteve democraticamente à disposição para prestar esclarecimento.

13.º - Os documentos a que nos referimos neste comunicado estão a disposição dos interessados.