09 de julho de 2026
Nacional

IGP-DI intensifica queda de preços e tem quarta deflação seguida

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou uma taxa negativa de 0,79% em agosto. Trata-se da quarta deflação consecutiva verificada neste indicador.

A queda dos preços foi mais intensa do que no mês anterior, quando o índice havia apurado deflação de 0,40%. A desaceleração foi generalizada e atingiu todos os componentes do índice: atacado, varejo e construção civil. Os preços no atacado passaram de -0,69% em julho para -1,04% em agosto.

Produtos acabados e insumos industriais apresentaram recuo de preços, mas as matérias-primas brutas registraram aceleração. Elas passaram de -1,70% em julho para -1,26% em agosto. Apenas nove dos 22 itens que compõem as matérias-primas agropecuárias tiveram aumento de preços, mas o peso destes produtos em conjunto é superior a 60%.

Os principais destaques de alta foram café em coco (-10,44% para -2,33%), cana-de-açúcar (-2,98% para 1,55%), aves (-1,06% para 3,02%) e bovinos (-1,54% para -0,76%). A aceleração só não foi maior em razão da queda de preço de produtos como leite in natura e milho.

A queda nos preços dos bens finais (produtos acabados), de -0,09% para -1,22% em agosto, foi motivada pela desaceleração dos alimentos in natura e dos alimentos processados. Já os bens intermediários (insumos industriais) recuaram de -0,57% para -0,81% em razão da queda de preços de combustíveis e lubrificantes para a produção.

Consumidor

A inflação no varejo também perdeu fôlego e a taxa passou de 0,13% para -0,44%. Os principais responsáveis pelo comportamento dos preços ao consumidor foram os grupos Alimentação e Habitação. A taxa do primeiro recuou de -0,64% para -1,57% e a do segundo, de 0,72% para -0,02%.

A confirmação de que a inflação no varejo está sob controle foi dada pelo núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Em agosto, ele recuou para 0,07%, o menor patamar desde novembro de 1998, quando havia registrado variação de -0,05%. Em julho, o núcleo havia apurado alta de 0,30%. No ano, o indicador que exclui os produtos mais voláteis acumula alta de 3,69%.

Já a construção civil desacelerou de 0,11% para 0,02% em razão da desaceleração em materiais, serviços e mão-de-obra.