09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

"EU TE DOU A MINHA PAZ"


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O tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2005 que focaliza a Solidariedade e a Paz e tem como lema “Felizes os que promovem a paz” trata de assunto do maior interesse dos nossos leitores.

Mal iniciamos o primeiro ano do milênio e do novo século, começaram a aparecer as frustrações e decepções, guerras locais entre vários países e povos europeus e africanos. Refinadas formas de violência nas cidades e nos campos deixaram populações inteiras amedrontadas e reféns em suas próprias casas. Terrorismo quase generalizado intensificando-se por toda parte, ceifando vidas humanas, culminando no massacre emblemático das Torres Gêmeas de Nova York naquele 11 de setembro de 2001.

Ato insano e tresloucado em si mesmo e reprovado pela opinião pública mundial até mesmo porque serviu de justificativa para uma reação bélica, disfarçando as verdadeiras intenções das invasões do Afeganistão e do Iraque por algumas nações prepotentes e imperialistas, apesar da desaprovação da ONU e de muitas vozes sensatas, clamando por soluções diplomáticas e pacíficas. Os ataques aéreos, marítimos e terrestres mostrados com requintes de crueldade e destruição são uma demonstração eloqüente dos avanços tecnológicos em armamentos a serviço da cultura da morte. Persiste a antiga mentalidade romana: “Se queres a paz, prepara a guerra”. Estamos vendo como se prepara e se faz a guerra e quão longe estamos da paz no mundo. A Campanha da Fraternidade visa a: Celebrar a Quaresma de forma criativa, convidando à conversão frente a uma situação que exige atitudes cristãs coerentes; conclamar e envolver segmentos da sociedade civil que buscam construir uma cultura de justiça e de paz. E outros mais objetivos para 2005.

A paz só pode ser firme se todos de fato importarem de todos.

A regra básica de amar ao próximo como a si próprio pode ter várias formulações; saber colocar-se no lugar do outro, defender o direito alheio como defendemos os nossos, sentir a dor dos irmãos e irmãs, querer para o outro a segurança que queremos para nós.

Oxalá possamos dizer com Cristo: “Eu te dou a minha paz”. Quanto mais vivemos e promovemos a solidariedade e a paz tanto mais construiremos uma globalização solidária, cooperativa e libertadora para superarmos juntos e ecumenicamente a globalização excludente e competitiva que ainda desumaniza e destrói a dignidade e a vida. (João Álvares - Da Associação Paulista de Imprensa - Reg. nº 2069)