09 de julho de 2026
Polícia

Cabeleireira ameaça se matar com revólver de brinquedo

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Uma multidão de curiosos se aglomerou ontem na esquina das ruas Ezequiel Ramos com Rio Branco, na área central de Bauru, onde uma mulher ameaçava se matar com uma arma encostada na cabeça, que posteriormente policiais militares descobriram ser de brinquedo. A cabeleireira Maria José Simão, 32 anos, dizia que cometeria o suicídio na calçada, por causa de um drama familiar que envolveria disputa de herança.

O policial militar Marcelo Vanderlei Barreira entrou no estabelecimento comercial disfarçado, chegou próximo à mulher e verificou que a arma era de brinquedo. Barreira deu um sinal para o comandante da 1.ª Cia da PM, capitão Jorge Duarte Miguel, que, às 12h55, se aproximou da mulher e a imobilizou.

Por cerca de 45 minutos, os policiais tentaram convencê-la de não cometer o suicídio. Ela ameaçava atirar contra a cabeça toda vez que os policiais tentavam uma aproximação. A mulher só admitiu ficar perto dos jornalistas, chegando a empunhar o microfone de uma emissora de TV para contar sua história.

O cabeleireiro Reginaldo Raquel, 32 anos, marido de Maria, chegou desesperado ao local, mas foi contido pelos policiais, que não o deixaram se aproximar da esposa. Demonstrando nervosismo, Reginaldo contou que a mulher estaria sob efeito de calmantes. Ele disse que nunca tinha visto a arma empunhada pela esposa.

Após ser “desarmada”, a cabeleireira foi conduzida pela PM ao Pronto-Socorro Central para ser medicada e depois à Delegacia de Defesa da Mulher, onde prestou depoimento.

O capitão Jorge Duarte Miguel contou que foi fundamental a sinalização precisa do PM Barreira para conter a mulher. “Nossa suposição de que era um simulacro era grande. Ele se aproximou e deu o sinal”, acrescenta. Demonstrando tranqüilidade, Barreira contou que vestiu uma camiseta sobre a farda e, com um capacete na mão, chegou muito perto da mulher pelo interior da loja.

Em posição bastante privilegiada, o policial relatou que conseguiu ler a inscrição “Made in China” na arma, de cor prata. “Consegui ver bem que, por onde o projétil sairia, não havia perfuração. Daí, dei o sinal”, explicou.