09 de julho de 2026
Bairros

Saúde confirma o 3º caso de leishmaniose tegumentar

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O Instituto Adolfo Lutz confirmou ontem um caso de leishmaniose tegumentar americana humana em Bauru. Este é o terceiro caso registrado neste ano. O rapaz, de 21 anos, morador do Parque Real, está em tratamento na rede municipal de saúde. Os outros dois casos foram registrados no Jardim Ferraz e Vila Nova Esperança.

A leishmaniose tegumentar é uma doença infecciosa não contagiosa causada por protozoários do gênero Leishmania, que acomete pele e mucosas. A doença é também conhecida com os nomes de ferida brava ou úlcera de Bauru. Apesar da denominação, a doença é considerada mais simples do que a leishmaniose visceral que neste ano já contabiliza 15 casos e duas mortes em Bauru. Por ser mais simples, a doença na forma tegumentar pode ser tratada no ambulatório.

Mesmo assim, a orientação do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) para quem tem feridas que não cicatrizam com facilidade é procurar um dermatologista ou um médico da rede básica de saúde para um diagnóstico preciso.

Com a confirmação deste terceiro caso, o Departamento de Saúde Coletiva (DSC), começa hoje trabalho de busca ativa de novos casos no Parque Real. Em 2003, Bauru registrou dois casos da doença da forma tegumentar e apenas um caso no ano passado.

A leishmaniose tegumentar, que se manifesta na pele, inicia-se pelo aparecimento de pequena lesão no local da picada do vetor da doença, o mosquito palha. Posteriormente há a formação de um nódulo que pode atingir um centímetro de diâmetro e em aproximadamente quatro semanas de evolução, forma-se uma crosta central. A perda desta crosta dá origem à úlcera leishmaniótica clássica, de formato arrendondado, com bordas elevadas e infiltradas.

Apesar da incidência dos dois tipos da doença, o Instituto Adolfo Lutz suspendeu a realização de exames de leishmaniose em cães há um mês por determinação do Ministério da Saúde. O motivo, de acordo com o comunicado enviado pelo instituto à Secretaria Municipal de Saúde, é a falta de kits para a realização dos testes.