09 de julho de 2026
Política

Estudo da ponte tem duas propostas

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

As empresas Outec Engenharia de Projetos Ltda. e EPT Engenharia e Pesquisas Tecnológicas, ambas de São Paulo, se candidataram para elaborar o projeto de conclusão da reforma da ponte Ayrton Senna, interditada desde janeiro de 2003. A JESS Empreiteira Ltda., de Bauru, também se inscreveu na licitação, mas foi desclassificada por não ter apresentado acervo técnico comprovando que atua na área.

A abertura dos envelopes com as propostas foi realizada ontem à tarde pelos servidores Ana Carolina Fraga, Maria de Fátima Soares, Celso Martini e Donizete do Carmo, integrantes da Comissão de Licitações da Prefeitura Municipal de Bauru.

A análise do acervo técnico será efetuada pela Secretaria Municipal de Obras e o resultado final do processo de habilitação das empresas deve ser publicado na edição do Diário Oficial do Município de terça-feira. A partir daí, será aberto prazo para recursos. A previsão é divulgar o preço cobrado pelos participantes da licitação no dia 19.

“Vencerá a proposta financeira de menor valor e o contrato estipula prazo de 30 dias para apresentação da proposta técnica de recuperação da ponte. Para que essa exigência seja cumprida, a Secretaria de Obras precisará repassar o histórico e todas as informações a respeito dos problemas que ocorreram na estrutura”, explica o titular da pasta, Leandro Joaquim.

Ele ressalta que o estudo custará, no máximo, R$ 15 mil, conforme estabelecido pelo edital de licitação, realizado por meio da modalidade carta-convite. “O valor da obra dependerá do projeto que será elaborado”, observa.

A ponte foi inaugurada em setembro de 2000, mas apresentou rachaduras pouco mais de dois anos depois. Desde então, ela permanece interditada ao tráfego. Uma passagem provisória de madeira e ferro faz a ligação entre o Distrito Industrial 1 e o Núcleo Mary Dota, mas pode ser utilizada somente por pedestres, ciclistas e motociclistas.

O governo Nilson Costa chegou a iniciar a reforma da Ayrton Senna, mas concluiu apenas o reforço das fundações. Faltam ainda a execução das cabeceiras e a análise da superestrutura, etapas que constarão do estudo técnico que está sendo contratado.

A conclusão da reforma será possível graças à devolução antecipada de R$ 200 mil do orçamento da Câmara Municipal para a prefeitura. O projeto que autoriza a liberação dos recursos foi aprovado por unanimidade pelos vereadores.

A construção da ponte custou R$ 217 mil e a prefeitura já investiu outros R$ 258 mil na reforma. Uma ação popular de autoria do vereador Toninho Garmes (PSDB) tramita no Fórum local propondo o ressarcimento dos valores gastos até o momento. Figuram como réus do processo o ex-prefeito Nilson Costa, integrantes do seu governo e a empresa Tofer Engenharia, responsável pela obra.