09 de julho de 2026
Geral

Semma anuncia rigor na fiscalização

Lilian Venturini
| Tempo de leitura: 1 min

Ao lado da mata atlântica, o cerrado é a principal formação vegetal do município de Bauru. O bioma abriga cerca de 300 espécies vegetais, além de animais, como o veado-catingueiro.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) também apoia o projeto desenvolvido pelo instituto.

Segundo o titular da pasta, Carlos Barbieri, 95% dos problemas enfrentados pelo cerrado seriam causados pela falta de legislação e o restante, falta de fiscalização. “Tem que ter lei de proteção, porque os órgãos competentes não têm como não autorizar algo (desmatamento) que hoje é permitido. Estamos acabando com o ecossistema mais representativo do Estado”, afirma.

Para tentar resolver os 5% restantes do problema, parte deles de responsabilidade da Semma, Barbieri informou que a secretaria está criando uma divisão de fiscalização que vai contar com 12 fiscais. Atualmente, três trabalham no setor.

O agrônomo e responsável pelo viveiro do Horto Florestal de Bauru, José Carlos Bolliger Nogueira, trabalha na cidade há pelo menos 30 anos e conhece a vegetação bauruense. Apesar de não considerar a situação da cobertura vegetal da cidade tão preocupante quanto de municípios como Ourinhos, Araraquara ou São José do Rio Preto, Nogueira é favorável à elaboração de leis de proteção para o cerrado.

“Os fragmentos desta vegetação estão em posse de quem não tem consciência ambiental e, dentro da lei atual, eles podem cortar. Precisa de legislação para poder se basear em algo (concreto), se não o bioma acaba”, considera. Nogueira, porém, acha que leis como as sugeridas pelo Vidágua terão dificuldade em ser aceitas. “Acho difícil por causa do lobby político, do setor imobiliário e industrial”, explica.