08 de julho de 2026
Regional

Serralheiro é preso e admite ter participado de incêndio

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - Um dos suspeitos de ter provocado o incêndio que consumiu duas rádios e um jornal de Marília (100 quilômetros de Bauru) foi preso no começo da tarde de ontem.

O serralheiro Amauri Delábio Campoi, 47 anos, teria confessado ao delegado seccional Roberto Terraz que foi um dos contratados para colocar fogo nas emissoras de rádio e jornal do Grupo Central Marília Notícias (CMN), anteontem de madrugada.

Segundo o delegado, Campoi teria dito que receberia R$ 10 mil para fazer o serviço e teria revelado inclusive quem o contratou, mas o nome não foi divulgado pela polícia. O mandante seria uma pessoa conhecida, mas já não estaria mais na cidade. O acusado não revelou o motivo para atear fogo nas emissoras de rádio e no jornal.

Além dele, outros dois homens e uma moça também foram contratados para realizar o serviço, segundo teria declarado o serralheiro. Ele não informou a identificação dos demais. Campoi disse que ainda não havia recebido o dinheiro.

Ele foi preso por volta das 13h30 na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), na zona urbana de Marília. Ele estava na garupa de uma moto e, segundo a polícia, teria se assustado com a presença da viatura e tentado fugir, mas acabou caindo da moto.

Ele foi levado à Delegacia Seccional de Polícia e foi ouvido por cerca de 40 minutos. Campoi foi levado para a cadeia de Garça.

A ação criminosa ocorreu por volta das 3h da madrugada de anteontem e destruiu mais de 80% do prédio que abriga o grupo CMN.

Três homens encapuzados entraram no jornal depois de render e agredir o vigia Sérgio Silva de Araújo, 39 anos. Ele era o único funcionário na empresa no momento da invasão.

Diversas salas e equipamentos foram atingidos pelo fogo. Segundo a empresa, foram destruídos o estúdio da Diário FM, equipamentos da Dirceu AM e diversos equipamentos e documentos do jornal Diário de Marília. Ninguém se feriu. A empresa ainda não contabilizou os prejuízos.

As emissoras de rádio devem voltar a operar na próxima segunda-feira. O jornal não interrompeu sua circulação, mas teve uma queda no número de páginas. A edição de ontem saiu com apenas oito páginas. Uma redução de 50% no volume que normalmente chega às bancas.