Rio - A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,56% na primeira prévia deste mês. No mesmo período de apuração de agosto, a taxa também apresentou queda, mas menor, de 0,36%.
Os preços do primeiro decêndio do mês, calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), indicam mais um movimento de deflação, acelerando o ritmo de queda observado desde maio. Em agosto, para o mês fechado, o IGP-M teve redução pelo quarto período consecutivo.
Tanto no varejo como no atacado os componentes do IGP-M apresentaram trajetórias declinantes. O Índice de Preços por Atacado (IPA) caiu 0,73%, ante queda de 0,48% em igual período do mês anterior. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de menos 0,16% para menos 0,30%.
Entre os componentes do atacado, os preços dos produtos agrícolas caíram 2,87%, ante queda de 1,18% da primeira prévia de agosto. Já a queda dos produtos industriais ficou em 0,03%. O índice anterior mostrava queda de 0,25%.
No varejo, as principais contribuições para a redução do IPC foram os grupos alimentação e transporte. No caso da alimentação, a principal redução foi no item hortaliças e legumes, cuja queda aumentou de 3,25% para 7,95%.
Nos transportes, o item de destaque foram combustíveis e lubrificantes, com queda de 0,44% (no mesmo período de apuração de agosto houve alta de 0,97%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) caiu 0,04%, contra a baixa de 0,05% na mesma prévia de agosto. Com base na divulgação da primeira prévia do IGP-M, a consultoria GRC Visão alterou sua projeção para a inflação deste mês. A queda deve chegar a 0,85%, maior que a de 0,40% de agosto.
O economista-chefe da GRC, Alex Agostini, destaca o cenário de queda contínua nos preços de importantes commodities agrícolas e metálicas, além da expectativa de novas valorizações do real.