São Paulo - A rebelião iniciada na última quarta-feira no presídio Sílvio Porto, em João Pessoa (PB), terminou ontem. Cerca de 70 visitantes, todas mulheres, que permaneceram na unidade durante o motim começaram a deixar o local no início da tarde. Não há registro de feridos.
Os amotinados reivindicavam melhor alimentação, mais tempo de banho de sol, a troca da direção do presídio, a revisão das penas e o fim da revista íntima.
Segundo sua assessoria de imprensa, o secretário estadual da Administração Penitenciária, Pedro Adelson dos Santos, se comprometeu a analisar as reivindicações. Durante a rebelião, o fornecimento de energia elétrica, água e alimentos foi cortado. A unidade foi parcialmente destruída pelos rebelados.
Em outro presídio da capital paraibana, conhecido como Roger, a rebelião também iniciada na quarta terminou anteontem, quando a Polícia Militar invadiu um dos pavilhões da unidade. Cerca de cem mulheres que visitavam os presos ficaram na unidade durante o motim.
Os problemas começaram quando a mulher de um dos detentos foi presa acusada de tentar entrar no local com um celular e 37g de crack escondidos na vagina, de acordo com a Secretaria Estadual de Cidadania e Justiça.
O flagrante deu início a uma briga e, consequentemente, à rebelião. Presos dos pavilhões 2, 3 e 4 estiveram envolvidos. Quatro ficaram feridos, sendo um baleado no rosto. Nenhum deles corre risco de morte.
Demorou pouco para que os detentos do Sílvio Porto também iniciassem um motim, mas o governo estadual duvida que tenha havido ligação entre os rebelados de ambos presídios. O uso de celulares foi ostensivo. Emissoras de rádio e televisão receberam telefonemas de presos durante toda a tarde.