08 de julho de 2026
Esportes

Raikkonen tenta adiar título de Alonso

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Spa-Francorchamps - Fernando Alonso terá hoje uma chance de ouro para consagrar seu oportunismo. Pela décima vez em 16 corridas na temporada, o espanhol largará atrás de Kimi Raikkonen. E, para complicar ainda mais sua situação, não poderá contar com o companheiro de equipe. O piloto finlandês, sim. A primeira fila em Spa-Francorchamps é da McLaren. Juan Pablo Montoya sairá na pole. Ao seu lado, o parceiro, Raikkonen.

Desde a prova de San Marino de 2001 a escuderia inglesa não conseguia uma dobradinha no grid. E provavelmente aproveitará essa quebra de tabu: Montoya deve abrir passagem logo na largada. Alonso largará exatamente atrás do rival, em quarto. Entre os dois, um outsider, Jarno Trulli. A largada do GP da Bélgica, 16ª etapa do campeonato, será às 9h (horário de Brasília), com TV.

Ontem, pelo menos, a McLaren não deu esperança para a concorrência. Com tempo seco, o colombiano cravou 1min46s391, 0s049 melhor que Raikkonen. Alonso ficou a 0s205. Giancarlo Fisichella, seu companheiro na Renault, foi o terceiro mais rápido mas, punido por uma troca de motor, vai largar apenas em 13º.

Para adiar o fim do Mundial sem depender do adversário, Raikkonen precisa terminar hoje em primeiro ou segundo. Felipe Massa. da Sauber, é o melhor brasileiro no grid, em sétimo. Rubens Barrichello sai em 12º e Antonio Pizzonia, em 15º.

Minardi é comprada

A Minardi desaparecerá no ano que vem. O time italiano foi vendido para a Red Bull, fabricante de bebidas energéticas, e terá a sua estrutura completamente reformulada.

O anúncio feito ontem à tarde, em Spa-Francorchamps. “Decidimos comprar a Minardi por três motivos”, afirma o comunicado da empresa austríaca. O primeiro, um desejo de acomodar todos os seus pilotos. Além dos atuais titulares, David Coulthard e Christian Klien, a Red Bull tem sob contrato Scott Speed e Vitantonio Liuzzi. O segundo, a Red Bull acredita que pode ampliar sua margem de lucro com um segundo time na F-1. O último, um fortalecimento político. A partir de agora, a multinacional terá direito a dois votos nas decisões da categoria.