A intervenção do Homem sobre a natureza tem sido frequentemente desastrosa. Efeito estufa, depleção na camada de ozônio, chuvas ácidas, poluição e esgotamento dos mananciais são algumas das conseqüências de ações repetidas por anos e anos através de políticas irresponsáveis, principalmente nos países desenvolvidos.
Entre tais intervenções, as de maior impacto ambiental estão ligadas à construção e desenvolvimento de cidades.
Sob o ponto de vista ecológico uma cidade é um ecossistema imperfeito e incompleto, já que não é auto-suficiente e não exibe reciclabilidade material. Além disso, concentra negativamente calor, ruídos e poluentes de diferentes tipos que afetam o ar, as águas, o solo e o subsolo. Assim, o meio ambiente antrópico (criado artificialmente pelo homem) das cidades tem características particulares quanto ao clima, o ar respirado, a água consumida e o risco de doenças. A agressão maior ou menor ao ambiente fica na dependência de um planejamento eficaz que direcione as ações de desenvolvimento urbano.
Essas considerações buscam chamar atenção para a responsabilidade de todos nós. Os cuidados com o meio ambiente apresentam uma característica especial, de extrema nobreza. É que, na realidade, ao cuidarmos do meio em que vivemos, estamos colaborando com os nossos descendentes, propiciando a eles um mundo ecologicamente mais equilibrado. Essa visão não egoísta é que torna o cidadão ambientalista digno de todo o respeito e admiração.
Portanto, vamos todos cuidar de nosso planeta com carinho e responsabilidade. As gerações futuras agradecerão. (O autor, Isac Jorge Filho, é presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo)