08 de julho de 2026
Nacional

Severino traça a sua defesa com assessores

Folhapress
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Brasília - Logo que chegou à residência oficial da Câmara, ontem, o presidente da Casa Severino Cavalcanti (PP-PE) se reuniu com o advogado José Eduardo Alckmim - ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) -, e com assessores jurídicos, para preparar a sua defesa sobre as denúncias do recebimento de propina, feitas pelo empresário Sebastião Buani, concessionário de um restaurante na Câmara.

O assessor jurídico da presidência da Câmara, Marcos Vasconcelos levou à Polícia Federal (PF) diversos documentos com a assinatura de Severino, para serem comparados ao documento - com a suposta assinatura de Severino - que Buani divulgou. De acordo com Vasconcelos, os despachos foram pedidos pelo delegado Sérgio Menezes, que chefia o inquérito.

Severino chegou a Brasília, por volta das 12h de ontem, acompanhado de sua esposa Amélia. Ele veio de Nova York (EUA), onde participou da II Conferência Mundial de Presidentes de Parlamentos.

Aliados de Severino tentaram subornar Buani, segundo reportagem publicada na edição desta semana da revista “Istoé”. No texto publicado no site da revista, relata-se que Buani foi procurado por um mensageiro da liderança do PP com um proposta de suborno de R$ 1 milhão, que teria sido recusada pelo empresário.

Ainda de acordo com a revista, os parentes e assessores de Buani também foram procurados, com propostas de uma nova licitação para renovar a concessão do restaurante da Câmara, o estopim da crise. Buani disse que, em troca da exploração de restaurantes, entregou ao deputado entre R$ 110 mil e R$ 120 mil até 2003.