10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Sebrae e SMC estudam projetos para artesãos

Lilian Venturini
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru não é tão tradicional no artesanato quanto cidades do Norte ou Nordeste do Brasil, mas tenta trilhar seu caminho no setor. Assim como a realidade nacional, a cidade tem um razoável caminho a percorrer para se tornar pólo promissor para os artesãos. Para encurtá-lo, a prefeitura, pela Secretaria Municipal da Cultura (SMC), e a regional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Bauru procuram elaborar estratégias.

Há três anos, por exemplo, a SMC organiza a feira de artesanato Ubá, com 150 profissionais cadastrados e mais 30 na lista de espera - não há levantamento oficial do número de artesãos em Bauru. Apesar da iniciativa, os resultados ainda são considerados tímidos pela secretaria.

“O que tentamos fazer é reunir os artesãos para que corram atrás do que é necessário para crescerem”, afirma a agente cultural da SMC Jaqueline Andrade, que, pelo órgão, procura analisar a produção e formas de venda dos produtos. Na cidade, destacam-se os trabalhos em couro, crochê, biscuit, com reciclagem, móveis, esculturas e bijuterias.

Atualmente, além da Ubá, a única forma de atuação profissional à disposição dos artesãos é o credenciamento na Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco), vinculada à Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho, que oferece a carteira do artesão. Espécie de identificação do profissional, o documento facilita sua atuação em feiras e na compra e venda de produtos.

Em 2006, o Sebrae de Bauru promete ajudar o artesanato local. A entidade já desenvolve atividades no setor em pelo menos 11 cidades da região. Quatro delas - Barra Bonita, Bariri, Dois Córregos e Jaú - exportam a produção para países como Itália e Japão. “Vamos orientar a gestão do negócio, o controle financeiro e o foco no mercado. Queremos proporcionar informações técnicas para esse público atender um grupo consumidor maior”, espera a analista de negócios e gestora do programa de artesanato do Sebrae em Bauru, Neuza de Moraes Müller.

Segundo ela, o artesanato no Estado de São Paulo ganhou força há cinco anos. Em Bauru, o Sebrae quer formar um grupo de profissionais no próximo ano para, em seguida, conseguir montar uma associação ou cooperativa. Desta forma, Müller acredita ser mais fácil conquistar espaço para a produção bauruense. “Este setor está crescendo espantosamente na região. Muitos artesãos já nos procuraram aqui e acho que Bauru também dará boa resposta”.