A Prefeitura Municipal de Bauru pode terceirizar a área de merenda escolar. A transferência do setor para a iniciativa privada será discutida em reunião com o prefeito Tuga Angerami (PDT) ainda nesta semana. Na audiência, a secretária Municipal de Educação, Ana Maria Daibem, apresentará ao chefe do Executivo um diagnóstico sobre a estrutura e logística utilizada para o oferecimento de 75 mil refeições/dia nas escolas municipais e estaduais.
Ana Daibem confirma que o conceito de que a administração municipal deve deixar de atuar em atividades meio tem simpatia junto ao prefeito e também é defendida pelo secretário de Finanças, Edmundo Albuquerque dos Santos Neto. “Não conversei com o Edmundo sobre essa questão, mas sei de suas declarações a respeito dessa tese. Com o relatório em mãos vamos aprofundar a questão com o prefeito e o secretário e colocar sobre apreciação do Tuga”, cita a secretária.
De sua parte, Edmundo Albuquerque confirma a alternativa de que a máquina municipal deixe de responder por serviços que não compõem a atividade fim, como educação, saúde e assistência social. “O prefeito já definiu que vai atacar essa questão agora. É uma das prioridades na área estrutural. Eu defendo o conceito de que a administração não deve ficar com atividade meio. São de 70 mil a 75 mil refeições/dia que envolvem compra, armazenagem, distribuição, preparo e oferecimento da alimentação nas escolas”, pondera.
Ana Daibem também considera a estrutura gigantesca. “O relatório elaborado pelo diretor de Departamento de Merenda Escolar, Júlio Tella Togna Neto, apresenta dados consistentes dessa estrutura e logística, com acompanhamento, avaliação e diagnóstico do setor. É uma produção imensa com estrutura precária na secretaria. Do jeito que está não pode ficar. Ou se investe em estrutura própria ou parte para outra saída e uma alternativa é a terceirização”, comenta a secretária.
A prefeitura atende a 198 unidades escolares, incluindo as estaduais. A maior parte é da rede municipal. “Todas as merendeiras do Estado são da prefeitura e há apenas uma nutricionista para toda essa estrutura. Vamos submeter o relatório ao prefeito nesta semana para ele tomar sua decisão”, conta Daibem.
O chefe de Gabinete do prefeito, Paulo Sérgio Canalli, disse que Angerami vai avaliar o relatório e discutir os dados com os secretários de Educação e Finanças para se posicionar. No início do ano, Tuga defendeu, em entrevista coletiva, que a prefeitura deixasse as atividades meio.
Na oportunidade ele abordou que a máquina pública comportava, em sua avaliação de forma equivocada, serviços como “uma grande padaria, restaurante, frotista”, referindo-se aos setores que compõem a estrutura.