09 de julho de 2026
Bairros

Cetesb estuda nova multa por lixo no aterro

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

A Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) ainda não definiu se vai aplicar nova multa na Prefeitura de Bauru pelo acúmulo de lixo no aterro sanitário sem a devida compactação e cobertura exigida pela agência ambiental, o que tem gerado grande concentração de urubus e moscas no local. Pelo mesmo problema apresentado no final de abril deste ano, a Cetesb multou a administração em cerca de R$ 4 mil.

O gerente da Cetesb em Bauru, Alcides Tadeu Braga, explica que as irregularidades constatadas em uma inspeção realizada no último dia 31 indicaram reincidência e por isso estão sendo analisadas novas penalidades.

“Eles alegam que é problema com máquina. Só que esse controle operacional já deveria ter um plano de manutenção em equipamento. Tem que ter uma (máquina) reserva”, avalia.

O diretor de Limpeza Pública da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Jorge Monteiro, alega que o trabalho de compactação e cobertura de lixo ficou paralisado por cerca de cinco dias, devido à quebra de duas máquinas esteiras. Ele avalia que até a próxima sexta-feira a condição de operação do aterro estará normalizada evitando que a administração seja multada.

“Se não vier nenhum temporal por aí, tudo estará normalizado até o final da semana. Está bem longe de chegar no caos porque está controlado em nível de estabilidade, escoamento de chorume e as canaletas estão funcionando permanentemente.”

Monteiro comenta que chegou a acumular na frente de trabalho cerca de 30% de lixo e hoje restam 10% para cobrir. Em termos de volume de dejetos, ele explica que faltaria compactar e cobrir com terra cerca de 200 toneladas, quantidade igual a que se recolhe diariamente nas residências do município e se destina ao aterro.

Ele comenta que as duas máquinas estão trabalhando normalmente e que há um processo de licitação para locação de serviço de maquinário de reserva em caso de necessidade. Monteiro acrescenta, porém, que esse processo licitatório depende de prazos legais.

Braga explica que graças à aplicação de penalidades, como multa e advertências, tem sido possível administrar as falhas de gerenciamento do aterro sanitário da cidade. “Tem toda uma estrutura boa. Mas a gente não pode amolecer”, ressalta. Ele informou que, no último dia 4 de julho, uma inspeção no aterro constatou a queima de poda de árvores, com geração de fumaça. A Emdurb recebeu uma advertência com prazo para regularizar o problema.