09 de julho de 2026
Nacional

Produção industrial regional desacelera

Folhapress
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Rio - A produção industrial regional perdeu fôlego em julho e registrou crescimento em apenas sete das 14 áreas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na comparação com igual mês do ano passado. Em junho, nove das 14 áreas haviam apresentado crescimento. Segundo o IBGE, o menor número de dias úteis em julho e a base forte de comparação justificam a desaceleração da produção industrial.

Entre os locais pesquisados, o Amazonas ainda lidera o crescimento, com uma taxa de expansão de 11,7%. As quedas mais expressivas foram verificadas em Santa Catarina (-7,5%) e no Rio Grande do Sul (-8,7%).

No acumulado do ano até julho, somente o Rio Grande do Sul apresenta resultado negativo, com uma queda na produção de 4%. O Amazonas apresenta a maior taxa de crescimento no período, com 19%. São Paulo cresceu 5,5% de janeiro a julho, um patamar acima da média nacional de 4,3%. Segundo o IBGE, de forma geral, a indústria apresentou um nível de crescimento menor em julho do que o verificado no primeiro semestre.

A produção industrial paulista permaneceu em expansão em julho, mas num ritmo muito mais fraco do que o do mês anterior. Em julho, a produção cresceu 1%; em junho, a expansão era de 8%.

Os setores que garantiram a manutenção do crescimento da produção industrial de São Paulo foram edição e impressão (25,6%), indústria farmacêutica (17,8%) e refino de petróleo e produção de álcool (7,5%). O desempenho destes setores foi resultado do acréscimo na produção de revistas e impressos, medicamentos, gasolina e álcool.

As pressões negativas mais importantes vieram das indústrias têxtil (-15,7%) e de produtos de metal (-9,8%), devido ao recuo na produção de fibras sintéticas, tecidos de algodão e telas metálicas de fios de ferro e aço.

A produção industrial brasileira caiu 2,5% em julho na comparação com junho, segundo dados divulgados pelo IBGE na semana passada. Esta foi a primeira queda após quatro meses seguidos de expansão e também a maior retração desde janeiro de 2003. Em relação a julho do ano passado, houve alta de 0,5%, o pior desempenho nesta base de comparação desde setembro de 2003.

Segundo o IBGE, existem indícios de formação de estoques na indústria, mas ainda é cedo para definir se o resultado de julho mostra uma reversão de tendência ou se a queda foi motivada apenas por fatores pontuais.