09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Ladrões de colarinho sujo


| Tempo de leitura: 3 min

Sei que vocês não acreditam, mas existe um Papai Noel moderno, que é o pai dos caloteiros; que não se veste de roupa vermelha, usa terno preto; não anda de trenó, mas de mercedes; não é barrigudo, mas elegante; não usa barba nem cabelo e é careca; e ele só dá dinheiro para quem ganha a miséria de R$ 88 mil por mês. Esses “infelizes” são diplomados em phd na arte de mentir, sofrem de amnésia e ficam irritados quando lhes perguntam qual a origem do dinheiro nas suas contas bancárias, porque não sabem informar quem foi que abusou de sua ingenuidade induzindo-os ao erro. Esses filhotes da corrupção e do caixa 2 perdem a alma para o diabo, mas não perdem o dinheiro. Sua diversão predileta é colecionar milhões. Remédio para lembrar: calça arriada em praça pública e 100 chibatadas nas nádegas.

O intenso clima de irresponsabilidade política preocupa a sociedade de Norte a Sul, pois já está surgindo, além do horizonte, um acúmulo de nuvens negras sujeitas a chuvas, trovoadas, raios e “tiroteios”, justamente pelo conluio com os bandidos de colarinho branco. Você, caro leitor, vai repetir o seu voto, apesar de estar ciente e assistindo o País cada vez mais empobrecido, tornando um suplício a vida de todos nós? A insegurança é um fato. Prova é que hoje a classe alta anda de carro blindado e se refugia em condomínios fechados; a média se arma de cerca elétrica e a pobre vive na informalidade, residindo em mocambos de favelas.

Será que estamos em guerra? E eles, os safados que arrotam nos palanques soluções mirabolantes, apoiados por “honestos” banqueiros, sem o menor resquício de honra, com a lambança do dinheiro público. É um vendaval de bandalheira, o que é quase impossível de ser imaginado por Ágatha Cristie, Dias Gomes, Glória Perez ou qualquer outro escritor de alto gabarito. São esses pulhas insaciáveis que infestam os gabinetes de ar poluído. Nos crimes de mansões, geralmente, o mordomo sempre é o culpado. Vai ver que no crime de corrupção, o culpado é o porteiro. Isto até parece um conto de “mil e uma noites” de Sherazade, mas não é não!!!

Resta-nos combater o despotismo, preconceitos e erros para promover o bem-estar da nossa Pátria, ou seja, o amor ao próximo. O sinal verde apagou, o amarelo está passando para o vermelho, isto é, o brasileiro está esgotando a paciência e a tolerância, que já estão no fundo do poço. Cuidado!!! Muito cuidado. Estamos cansados de viver traídos e humilhados, até internacionalmente. Muitos estão fugindo do País em busca de melhores dias.

Pergunto ao leitor: afinal, qual é a razão que amedronta o político honesto para reformar o código penal? Coragem não se compra no supermercado nem na feira! Será que está com o rabo entre as pernas, vendo que estamos derrapando na lama e assistindo toda nossa esperança morrer na praia e ainda continua de braços cruzados? Seria medo de se comprometer? Ou você tem parentes sem concurso “em cargos de confiança”. Invoque Tiradentes ou o Chapolim. Concluindo, já não se fazem honestos como antigamente. Tenho a impressão que trocamos o Império corrompido por uma República de Bananas Podres, isto é, trocamos “seis por meia dúzia”. O que fazer?

Alfredo Figueiredo