Não a vemos, mas ela existe e está presente em todos os momentos de nossas vidas. Não podemos tocá-la, apenas sentimos seus efeitos, criadores ou destruidores. É uma força infinita e, através dela, Deus administra o universo e a humanidade.
Seu poder é ilimitado. Pode fazer ou destruir ao mesmo tempo, conforme as necessidades das gerações. Está sempre atenta, presidindo a existência das coisas ou a sucessão dos seres viventes. Pode tornar-se enfurecida, quando uma intercorrência extrapola seu controle e ameaça o equilíbrio das espécies.
Para manter essa proporcionalidade, a natureza reage de maneira aparentemente rude, sacrificando vidas. Até a densidade demográfica torna-se compatível com os espaços habitáveis do planeta.
Daí poder conjeturar que fenômenos catastróficos, como tornados, ciclones, acidentes, soterramentos e enchentes sejam reações naturais e necessárias que ela utiliza para conter eventuais explosões demográficas.
Quando patologias graves aparecem e tornam-se persistentes, reagindo aos tratamentos médicos, causando baixas consideráveis às populações, mas são erradicadas, é sinal que o equilíbrio ambiental voltou à normalidade.
À natureza, sendo o mais importante segmento de Deus, nós perguntamos: por que criar seres viventes com deformações físicas e aberrações outras, que nos deixam pesarosos ao olhá-los e que causam constrangimentos a quem as possue?
E os que vivem em completo isolamento mental e vegetativo, respirando através de aparelhos, não tendo amor para dar, nem sentimentos para receber? Não seria menos traumático e mais natural que a própria natureza que os criou praticasse a eutanásia?
Como a ciência faz previsões hipotéticas, achando que, do ano 2020 em diante, a humanidade passará por problemas graves, como falta d’água, se os lençóis freáticos não forem poupados, desde agora? Também a terra, já exaurida pelo uso inadequado, servirá apenas para sustentar as plantações, enquanto adubos especiais cuidarão do seu desenvolvimento. Ainda assim, produzirá bem menos. E as patologias crônicas, não poderão ser evitadas pela medicina? Baseando-se nessas previsões, esperamos que sim.
E a população crescerá desordenadamente se não houver um controle, como já ocorre em alguns países asiáticos. Apesar dessas negativas, a natureza nos proporciona o que é há mais importante para as nossas vidas: o oxigênio, a luz e o sol. Obrigado ao sistema solar, aos prados verdejantes, aos mares e rios, às flores, à chuva, às aves e seus gorjeios matinais, às religiões bem exercidas; aos filhos e netos; aos bons amigos e aos nossos sagrados livres arbítrios.
Felisdeu Leão