Boas maneiras e cuidado com a aparência deixaram de ser detalhes supérfluos para quem disputa o mercado de trabalho. Tanto que a busca pelo requinte como diferencial no campo profissional levou ontem à tarde três adolescentes da Legião Mirim a uma loja. No lançamento da coleção de verão, o trio recebeu instruções sobre etiqueta.
Em sete horas de treinamento, como ponto de partida, os adolescentes aprenderam o quanto é importante para o empregador a primeira impressão que ele tem do candidato. Assim, foram orientados a disputar vagas de modo sempre alinhado, com cabelo bem cortado, roupas limpas e unhas feitas. Também receberam orientações sobre a conduta à mesa. Deixaram o evento com informações sobre como servir jantares à francesa, americano, formal ou informal.
“É uma tentativa. A educação é sempre muito agradável. Não adianta só teoria. Não tem o mesmo resultado que na prática. Por isso, os convidamos (para o evento na loja)”, explica a responsável pelo curso de etiqueta, Rachel Braga Alcântara.
Responsável pelo institucional da butique, ela levou adiante a idéia de orientar os adolescentes sobre a temática após constatar a escassez de garçons preparados para trabalhar em eventos sofisticados em Bauru. “É também uma nova opção de trabalho”, acrescenta a professora, que aprendeu o que sabe por meio de experiências pessoais. Também vislumbra um novo nicho de mercado o bartenders Tcharles Domeneghetti.
Ontem, ele mostrou aos três rapazes da Legião Mirim como preparar coquetéis e apresentou um número de pirofagia. “Quero continuar nessa área. Já trabalhei em alguns restaurantes”, diz Danilo de Souza Goivinho, 15 anos. Já o colega dele, João Vitor Kauffman, da mesma idade, só ajudou a servir em festas populares, como as realizadas pela igreja. “Quanto mais eu aprender, melhor. É importante saber servir e se comportar”, reitera Víctor Lucas Rocha Mastrelli, também 15 anos.
Além da evolução profissional, o presidente da Legião Mirim, Antônio Carlos Martins, ressalta a oportunidade de desenvolvimento social. Concorda com ele, a proprietária da butique, Francine Obeid. “A Rachel quis divulgar o excelente trabalho desenvolvido pela Legião Mirim. Compramos a idéia”, conclui.
Conforme o JC já veiculou, a entidade é considerada uma das mais tradicionais no encaminhamento de jovens iniciantes para o mercado de trabalho no município. A Legião depende da participação dos empresários para cumprir a missão de preparar os jovens da faixa etária de 14 a 18 anos de idade para o trabalho.