08 de julho de 2026
Regional

Funcionário participou da morte de vigia

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Iacanga - Entre os quatro homens que foram presos anteontem acusados de ter participado da morte do vigia noturno José Antônio Ticianelli, 58 anos, no último dia 4, em Iacanga (50 quilômetros de Bauru), está um funcionário da empresa onde a vítima trabalhava.

Jorge de Paula Caruso, 19 anos, é apontado pela polícia como um dos mentores do assalto que vitimou o vigia. Além dos quatro que foram presos, existem pelo menos outros três suspeitos, que estão foragidos e também devem responder por formação de quadrilha armada e latrocínio (roubo seguido de morte). Em caso de condenação, eles podem ficar até 36 anos na prisão.

Com o apoio de policiais civis de Reginópolis, Arealva, Pederneiras, Agudos, da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) e Delegacia de Investigações Gerais (DIG), ambas de Bauru, o delegado Kléber de Oliveira Granja, titular de Iacanga, prendeu ontem quatro dos suspeitos. A operação envolveu cerca de 40 homens, incluindo os policiais militares de Iacanga.

As três primeiras prisões ocorreram, ao mesmo tempo, em Pederneiras, Bauru e Iacanga. O quarto acusado foi preso um pouco mais tarde em Agudos. Outras três pessoas estão sendo procuradas. Além do assassinato do vigia, o grupo é suspeito de ter participado de outros crimes na região.

O vigia trabalhava há mais de 20 anos na empresa e foi executado com dois tiros na cabeça, por um grupo que estaria atrás de dinheiro. Os tiros, segundo informou o delegado, foram disparados por Tiago Alves, 19 anos, morador de Agudos. Ao perceber o assalto, o vigia entrou em luta corporal com os invasores e foi assassinado.

Em Agudos, segundo informações apuradas pelo delegado Kléber Granja, Alves responde a outro inquérito por homicídio.

Um dos disparos feitos por Alves atingiu acidentalmente Wendell Alvarez de Souza Jacon, mais conhecido por Pitico, 25 anos, que também participava do assalto, segundo a denúncia. Pitico é um dos suspeitos que estão foragidos. Ele chegou a procurar atendimento no pronto-socorro de Bauru e registrou boletim de ocorrência alegando que havia sido assaltado, para não levantar suspeitas. Tudo isso, momentos depois do latrocínio em Iacanga.

Pitico responderá por falsa comunicação de crime, cuja pena varia de um a seis meses. J.M.M., 22 anos, que também se apresentou no plantão policial como vítima do suposto assalto, responderá pelo mesmo crime. Uma amostra do sangue encontrado no chão da empresa foi recolhida pela polícia e será pedido exame de DNA assim que J.M.M. for preso.