08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Leishmaniose


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Ao ler no dia 12 de setembro neste jornal uma matéria em que o Departamento de Saúde Coletiva fala sobre a contratação de novos agentes de saúde e sobre as dificuldades de cobrir as metas quanto ao controle da leishmaniose, fiquei intrigada, pois no domingo, nos vários postos de vacinação anti-rábica pelos quais passei, não vi nenhum trabalho de divulgação sobre o problema da leishmaniose. Não havia nenhum cartaz ou folhetos explicativos sendo distribuídos sobre a doença e as formas de preveni-la.

Não seria o lugar e o momento ideal para uma campanha de conscientização sobre a leishmaniose que se alastra em Bauru para os milhares de donos de cães que ali passavam? Se, conforme noticiado, 32.383 cães foram vacinados contra a raiva em apenas dois domingos, quantos agentes e quanto tempo será gasto agora para se “visitar” as residências desses mesmos animais para dar orientação sobre a prevenção da leishmaniose? Não teria sido mais coerente, mais barato e mais eficiente uma ampla campanha de divulgação preventiva nos diversos postos de vacinação? Não teria a população o direito de conhecer, através do trabalho do Centro de Controle de Zoonoses, todos os meios de se proteger e de proteger seus cães contra essa terrível doença que nos ameaça, meios tais como a vacina já existente no mercado, a coleira repelente de mosquito-palha, os vários óleos repelentes à base de citronela e óleo de neen, além da conscientização da necessidade de cada um manter seu quintal limpo para não atrair o mosquito?

Realmente não entendi essa postura do CCZ. Mas, como se diz popularmente, para que simplificar se podemos complicar? E isso tudo com dinheiro do contribuinte.

Gabriela Baptista - RG 43.577.206-5