Caro(s) editor(es) e leitores.
É com muito pesar e tristeza que venho me manifestar por meio deste renomado veículo de comunicação de nossa cidade acerca dos fatos ocorridos em nossa pátria Brasil.
A democracia conquistada a duras penas nesta terra garantiu muitas coisas boas à nossa gente, como, por exemplo, o direito ao voto e à liberdade de expressão.
Porém, esta mesma democracia não impede que políticos vis e mesquinhos usem do erário para se valer de vantagens às quais não têm direito.
Muito tem se falado no tal mensalão, a comissão dada à base aliada do governo para aprovar os projetos apresentados à Câmara Federal e personagens nunca dantes imaginados que existiam em nosso país.
Há exatos 13 anos uma grande parcela da população saiu às ruas pedindo a cassação do então mandatário Fernando Collor de Mello, eleito na primeira eleição presidencial após o período militar. A mesma foi acatada pela Câmara, relatório aprovado pelo então relator Amir Lando, mas que só ocorreu porque na época os chamados caras-pintadas saíram às ruas exigindo a expulsão do presidente.
Inclusive, um dos que pediram na Câmara a saída daquele que foi expulso do Planalto foi o senhor Luiz Inácio Lula da Silva, à época ainda líder do Partido dos Trabalhadores, eterno candidato à presidência e deputado federal.
Pois bem. Aquele que se dizia o verdadeiro e legítimo representante do povo, pela sua origem, após três tentativas frustradas de tentar chegar ao poder, obteve o sucesso almejado com uma bela jogada de marketing político coordenado pelo senhor Duda Mendonça, que lançando mão do mote de campanha “Vote 13, agora é Lula†obteve o êxito almejado e usando o álibi do postulante à cadeira principal do país ter sido aquele que nasceu no nordeste, ter vindo num caminhão “pau-de-araraâ€, nascido numa família pobre, foi operário, tendo sido afastado por perder um dedo numa máquina, viveu à custa de sindicatos coordenando manifestações, invasões, hoje tem o papel invertido e aquele que, digamos assim, a vida toda foi “flechaâ€, ocupa o posto de tábua de tiro ao alvo, ou seja, aquele que atacou os governos anteriores ao seu, tem a oportunidade de se sentir na condição de atacado, pois é, como diz aquele ditado, “enquanto você tem um dedo apontado para o fulano, ao mesmo tempo tem quatro dedos apontados para você próprioâ€.
Então, caro leitor eleitor, lembre-se que a urna eletrônica é provida de três botões, o verde (confirma), o vermelho (corrige) e o branco (para o voto em branco), sendo os mais importantes o verde para confirmar e o vermelho para corrigir um possível voto errado.
Definitivamente, como um aluno que rascunha o seu trabalho e depois dá o acabamento, temos que passar o nosso país a limpo.
Justiça é o que todos nós, brasileiros de nascença ou por opção, pedimos.
Chega de corrupção. (Rodrigo Cabello da Silva - RG 25.209.620-4)