07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Sem conversa

O prefeito Tuga Angerami (PDT) acompanhou ontem a abertura dos envelopes com as propostas para elaboração do estudo da reforma da ponte Ayrton Senna, que apontou valores bem acima dos R$ 15 mil previstos pelo Executivo. Visivelmente contrariado - provavelmente com os preços que viu - Tuga deixou a Secretaria da Administração sem dar entrevista.

• Nota oficial

A responsabilidade pelas informações foi delegada ao secretário de Obras, Leandro Joaquim. Quando ele ensaiava falar, recebeu um aviso de telefonema e não voltou mais. Os repórteres ficaram a ver navios e foram informados pela assessoria de imprensa que o governo se manifestaria apenas por nota oficial, o que ocorreu no início da noite de ontem.

• Preço salgado

A prefeitura esperava gastar até R$ 15 mil para o estudo da parte do meio da ponte. Mas as propostas ficaram 250% mais caras, sendo R$ 39,5 mil a mais barata. A administração alega que cotou o estudo junto a universidades, só que os interessados um dia passaram pelas cadeiras da universidade, mas agora pertencem ao setor privado.

• Sem comércio

O presidente da Câmara Municipal, Toninho Garmes (PSDB), publicou portaria proibindo a comercialização de qualquer produto nas dependências da Casa. Ele também veta a utilização do prédio para a divulgação comercial. O servidor que desrespeitar a norma estará sujeito a punição.

• Previdência

O vereador Futaro Sato (PDT) informou ontem que tentará convencer os colegas da Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Câmara a se manifestarem pela normal tramitação do projeto que autoriza a prefeitura a parcelar a dívida de R$ 61 milhões com a Fundação de Previdência (Funprev). O grupo estará reunido hoje pela manhã.

• Pareceres distintos

Sato detém dois pareceres para o projeto. Um deles, de autoria da Consultoria Jurídica da Câmara, aponta que o projeto é ilegal. O outro, elaborado pela Secretaria de Negócios Jurídicos, garante o contrário. O pedetista irá argumentar que, nesse caso, o melhor é que o plenário decida.

• A favor da Cohab

O vereador João Parreira (PSDB) saiu ontem em defesa da Cohab no caso do despejo das famílias que estão inadimplentes com as prestações da casa própria. O vereador José Carlos Batata (PT) acrescentou acreditar que o presidente da companhia, Edison Bastos Gasparini Júnior, não sente prazer em retomar os imóveis e é obrigado a cumprir as decisões judiciais.

• Grande abstenção

A comissão organizadora do concurso público da Câmara ainda não contabilizou o número de ausentes da prova de anteontem. O vereador Primo Mangialardo (PV), que participou do processo como observador, estima que o índice pode chegar a 50%. A elevada concorrência pelas cinco vagas disponíveis foi um dos fatores que, na visão do parlamentar, deve ter contribuído para as desistências em massa.

• Revisão do Estatuto

A comissão responsável pela revisão do Estatuto do Magistério solicitou e obteve mais 90 dias para concluir os trabalhos. O pedido foi aceito pela secretária da Educação, Ana Maria Daibem.