10 de julho de 2026
Polícia

Pedido regime aberto para chinês da rua 25 de Março preso no IPA

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O empresário chinês Law Kin Chong, 45 anos, que está preso no Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru desde o último dia 24, poderá cumprir o resto da pena em regime aberto. O advogado de Chong em Bauru, Reynaldo Galli, solicitou à Justiça a progressão do regime, de semi-aberto para aberto.

Galli ressalta que seu cliente, que foi condenado a quatro anos por tentativa de suborno, preenche os requisitos para o regime aberto. “Ele já cumpriu um terço da pena fixada em quatro anos, que deveria ser de dois anos - inclusive foi impetrado recurso para redução desta pena para dois anos - e ele tem bom comportamento”, conta.

O pedido está sendo analisado pelo juiz da Vara de Execuções Penais de Bauru, Davi Márcio Flávio Silva. Porém, o promotor das Execuções Penais manifestou-se contrário à progressão de regime para Chong, que foi condenado por tentar subornar o deputado federal Luiz Antonio Medeiros (PL-SP) para paralisar os trabalhos da CPI da Pirataria que investigava o comércio em lojas da rua 25 de Março, em São Paulo.

Em casa

Se o juiz acatar o pedido de cumprimento da pena em regime aberto, Chong deverá ir para casa, onde cumprirá o restante da pena em regime aberto domiciliar. Ele deverá apresentar-se ao Fórum periodicamente. Além disso, não poderá ficar na rua após as 22h, entre outros requisitos.

Enquanto aguarda a decisão da Justiça, Chong está no IPA, trabalhando no setor de atividades auxiliares, cuidando de documentos relativos aos estudos dos reeducandos, e recebendo visita de parentes aos sábados e domingos.

“Já vieram visitá-lo o pai, a mãe, a mulher e os dois filhos. Eles costumam ficar em um hotel da cidade um ou dois dias para vê-lo”, conta Gilberto de Assis Oliveira, diretor do instituto.

Chong foi transferido da carceragem da Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, para Bauru no final do mês passado. Ele também responde processo por contrabando, uma acusação feita em 1997 que ainda está tramitando na Justiça.