O PT, essa “virgem vestal” (era como se apresentava), nunca poderia ter feito o mesmo que muitos partidos: compra de votos com recursos do Orçamento, doação de cargos no governo e outras “cositas” mais. A incompetência levou a “virgem” a aceitar até o “caixa dois”. Viu-se sem saída: precisava de dinheiro para honrar compromissos e como não podia aumentar o “dízimo” pago pelos integrantes do partido, nem “passar a sacolinha” junto ao povo, nem fazer empréstimos diretos nos bancos (ficaria com o “rabo preso”), adotou a saída de obter recursos via um empresário filiado. E tudo diante de um presidente do partido amorfo que não sabe de nada, não viu o que assinou, além do presidente da República que também nada viu, nada sabe... Que vergonha! Será que, também, não forçaram as empresas estatais e fundos de pensão ligados às estatais a aplicarem recursos em alguns “papéis podres” (sem muita rentabilidade ou quase nenhuma) de alguns bancos?
É verdade, o poder corrompe mesmo. Promessas políticas mirabolantes da esquerda só convenceriam a Velhinha de Taubaté que, não agüentando tanta desilusão, morreu no dia 25 de agosto próximo. Um Projeto Brasil, que o PT não tem, é importante para se definir prioridades, onde se quer chegar, com que velocidade e que preço todos nós teremos que pagar para tal. Por amor ao poder e absoluta falta de convivência com ele, a “virgem vestal” tentou comportar-se, às escondidas, como uma simples cortesã dissimulada, dando e recebendo favores indignos, achando que um escorregãozinho de vez em quando passaria despercebido.
Moral, competência e experiência comprovadas são atributos essenciais a todo candidato que queira representar o povo, sob pena de vermos repetirem-se os mesmos fracassos e escândalos que estamos assistindo agora.
Francisco Medeiros - RG 3.729.041