Washington - Assim como nos dois últimos anos, o Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou a prever para 2005 uma taxa de crescimento para a economia brasileira abaixo da média mundial, dos principais países latino-americanos e de emergentes como China e Índia. Na contramão de vários institutos, bancos e do governo brasileiro, o FMI rebaixou para 3,3% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano - previa 3,7% em abril. Para 2006, a previsão é de 3,5%. O Fundo cita a crise política e os altos juros para reduzir a previsão.
No sentido inverso, o banco americano Bear Stearns revisou ontem de 3,2% para 3,7% sua estimativa para o Brasil, citando os efeitos da queda dos juros e da alta do consumo no País.
Mas mesmo que o FMI erre o número, mais importante é a tendência de crescimento abaixo da média para o Brasil, segundo as previsões do relatório. O mundo como um todo, segundo o FMI, deve crescer 4,3% no biênio 2005-06, tendo EUA e China como “motores”.
Na média, a América Latina deve crescer 4,1% neste ano, com Venezuela (7,8%), Argentina (7,5%) e Uruguai (6%) à frente. Mesmo no cenário mais otimista, o Brasil ficará bem abaixo dos países que competem diretamente por investimentos diretos estrangeiros: China (9%), Índia (7,1%) e Rússia (5,5%).