10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Novos diretores tomam posse

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru deu posse ontem aos novos dirigentes eleitos para presidir o Grupo Administrativo Campus (GAC) e dirigir a Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB) e a Faculdade de Ciências (FC). O evento foi coordenado pelo reitor Marcos Macari.

De acordo com o novo presidente do GAC, Alcides Padilha, também empossado diretor da FEB, a meta para os próximos anos é aproximar mais a comunidade do câmpus. “Percebemos que existe muito desconhecimento sobre as atividades universitárias. Queremos mostrar para a comunidade o que fazemos, o retorno que damos à população”, comenta.

O posicionamento é uma resposta aos argumentos daqueles que têm se manifestado contrários ao aumento do repasse orçamentário às universidades, que tem sido tema de fortes discussões e motivo de paralisação nas universidades.

Padilha ressalta que não é verdade que as universidades são privilégio de uma elite. Segundo ele, 50% dos estudantes vêm de escolas públicas. “E se a população carente não tem acesso, será culpa da universidade ou será culpa da falta de investimento no ensino médio? Hoje, a Unesp de Bauru mantém dois cursinhos gratuitos para alunos carentes que querem entrar na universidade. Isso é inserção social”, defende.

Além de intensificar a divulgação de ações e projetos de extensão universitária, Padilha diz que também pretende convocar os funcionários para apresentar idéias e dar sugestões de melhorias. “Vamos racionalizar e informatizar, porque temos que economizar”, acrescenta.

Também empossado ontem, o novo diretor da Faculdade de Ciências, Henrique Luiz Monteiro, confirma as metas propostas por Padilha e acrescenta que os próximos anos exigirão muito investimento em infra-estrutura.

“A FC cresce numa proporção que os investimentos não acompanham. É natural que tenhamos problemas financeiros (...) Estamos num processo importante de expansão, abrimos novos cursos, mas temos uma deficiência em prédios e laboratórios e esta é a principal reivindicação neste momento”, ressalta.

Monteiro cita como exemplo o curso de química, criado há três anos. “O câmpus não tem um laboratório de química, onde são feitas praticamente todas as aulas do curso. Os alunos estão usando o laboratório do Colégio Técnico Industrial (CTI)”, observa.

Segundo ele, também é grande a defasagem em recursos humanos, inclusive professores. Diminuir essas lacunas deverá ser um dos enfoques da nova administração.