São Paulo - Após estar vencendo o Atlético-MG até os 40 minutos do segundo tempo, o Corinthians cedeu ontem a igualdade por 1 a 1, caiu uma posição na tabela do Campeonao Brasileiro - é o terceiro - e viu o técnico Márcio Bittencourt deixar o campo sob os gritos de “burro” da torcida.
As críticas dirigidas ao treinador levaram em conta as duas últimas substituições que ele fez na etapa final, tornando a equipe mais defensiva, enquanto vencia. Trocou o meia Roger pelo volante Wendel e o lateral-direito Eduardo pelo zagueiro Wescley. Antes, Márcio havia atendido aos pedidos da torcida e tirado o meia Carlos Alberto para a entrada do meia-atacante Dinélson.
O executivo Kia Joorabchian, chefe da MSI (parceira do Corinthians), também não foi poupado pela torcida, que cobrou dele “treinador” e “jogador”, enquanto ia ao vestiário. O time tenta repatriar o ex-palmeirense Vágner Love, do CSKA, da Rússia.
O Corinthians buscava a terceira vitória seguida (vinha de triunfos sobre Atlético-PR e Figueirense). O time saiu na frente com o meia Hugo, aos 37 minutos da etapa inicial, mas levou o castigo a sete minutos do fim, com o atacante Marques, ex-corintiano.
Pela primeira vez desde a 11ª rodada, quando o Corinthians passou a ter três estrangeiros elenco, o time não contou com um deles sequer. Tevez cumpriu suspensão. Também foram ausências o volante Mascherano e o zagueiro Sebá, ambos machucados.
Márcio, técnico do time com o melhor ataque do Nacional (56 gols) e que tinha dúvida entre o meia Carlos Alberto e o atacante Bobô, acabou improvisando o primeiro ao lado de Nilmar. No gol, a camisa 1 ficou mesmo com Marcelo. Com isso, Fábio Costa foi para o banco pela segunda vez desde que se recuperou da lesão no púbis - a primeira havia sido contra o Figueirense.
Apesar de ter feito menos desarmes que o Atlético-MG na primeira etapa (foram 71 dos paulistas contra 73 dos mineiros), o Corinthians foi melhor nas finalizações. O meia Roger foi quem mais chutou: três vezes. Na melhor, bateu falta perigosa de fora da área que o goleiro atleticano Bruno tirou.
O Atlético-MG, que não conseguia entrar na área rival, por conta da forte marcação, e chutou menos, quatro vezes - todas fora. O Galo ainda reclamou um pênalti do volante Bruno Octavio em Marques dentro da área, mas o árbitro paraense Héber Rogério Lopes mandou o lance seguir.
O gol corintiano quase saiu aos 24 minutos, quando Carlos Alberto driblou seus marcadores e já dentro da área cruzou para o lateral-esquerdo Gustavo Nery, mas o jogador convocado para a Seleção furou o lance e nem tocou na bola.
Dos 71 desarmes do Corinthians, o volante Marcelo Mattos fez 13. Com segurança atrás, Hugo ganhou liberdade para avançar. E, aos 34 minutos, ele cruzou da esquerda para o atacante Nilmar tocar com categoria para o fundo das redes. O árbitro validou o gol, o placar eletrônico o anunciou e os corintianos e a torcida comemoravam quando o árbitro voltou atrás e anulou o tento aceitando a marcação do auxiliar.
Mas, três minutos depois, foi a vez de Hugo mostrar oportunismo e abrir o placar para o time paulista. Na cobrança de escanteio pela direita batida por Roger, ele fez de cabeça: 1 a 0.
No segundo tempo, o Corinthians desperdiçou muitos gols e pagou caro quando Euller recebeu de Fábio Baiano nas costas de Gustavo Nery e cruzou para Marques igualar.
Corinthians: Marcelo; Eduardo (Wescley), Marinho, Betão e Gustavo Nery; Marcelo Mattos, Bruno Octávio, Hugo e Roger (Wendel); Carlos Alberto (Dinelson) e Nilmar.
Atlético-MG: Bruno; Henrique, Lima e Leandro Castan; Zé Antônio (Euller); Amaral, Vinícius (Fábio Baiano), Uéslei (Rodrigo Fabri) e Esquerdinha; Marques e Catanha. Árbitro: Héber Roberto Lopes.
Demais resultados
Mais três jogos foram realizados, ontem à noite, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. A única equipe que venceu foi o Atlético-PR. O time superou o Botafogo por 2 a 0, na Arena da Baixada. Ferreira e Finazzi marcaram os gols.
Nas outras duas partidas, dois empates em 0 a 0. Vasco e Ponte, em São Januário, e Juventude e Coritiba, em Caxias do Sul, não mexeram nos placares.