08 de julho de 2026
Regional

Assentamento abriga nova geração de sem-terra

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 1 min

Enquanto os adultos trabalhavam no desmonte das barracas, as crianças e adolescentes observavam a mudança aparentando estarem acostumados à vida nos acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Pouco depois das 9h a chuva dificultou o trabalho dos sem-terra, porém não quebrou a rotina dos acampados. O tempo ruim não incomodou uma mulher que amamentava a filha mesmo debaixo de chuva. Quem estuda na escola em Iaras ontem não pôde ir à aula devido à desocupação da propriedade.

A pequena Patrícia, 2 anos, brincava enquanto a avó Zilda Soares despregava o madeiramento do barraco montado há 12 dias. Soares conta que nos últimos quatro anos integra o MST em busca de um pedaço de chão para cultivar. Neste período, explica que a família vem crescendo e, atualmente, são ao todo 11 pessoas, sendo cinco adultos e seis crianças. Ela conta que nasceu em Piracicaba, já rodou outras cidades atrás do MST e optou por Iaras pela proximidade com Tatuí. A neta Patrícia já nasceu no movimento. “Estou com esperança que saia a terra.”

Um homem que se identificou como Souza fez questão de registrar que a filha Camile Inara Domingues nasceu há seis meses no assentamento. Enquanto Souza e a esposa Silvana desmontavam a barraca, o bebê estava no colo da tia.