08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

MOSAICO DO HORIZONTE


| Tempo de leitura: 3 min

O vulcão de lama da corrupção está como no tempo do império, com encenação complexa no “palco da boate” da elite da política da ganância do caixa 2, que nos deixam boquiabertos pelo cinismo com que se apresentam com a teatralidade. Fingem incompetência e não “conseguem” descobrir a origem do dinheiro que alimenta a lama (e não interessa descobrir). Isto é fantástico, é incrível! Sabem o por quê? Porque vai ter que aparecer, também, quem financiou as suas campanhas para deputado, com dinheiro alheio. Deste modo, vão omitindo, empurrando com a barriga, protelando ou escamoteando a verdade da origem do dinheiro. O povo já está de saco cheio com inventivas. Diz a patologia, que a mentira pode causar desastres quando se trata de transtornos de personalidade (aconselho os partidos políticos a contratarem um psiquiatra). Assim, vai se desenhando um mosaico de nuvens negras no horizonte, gerando contornos reais de instabilidade social. O medo reinante dos políticos é o fruto da campanha do desarmamento. Quem tem medo de quem? Seria a lama que faz aflorar em nossa juventude os arrastões originados na fome, falta de distribuição de renda e, principalmente, emprego? Por conseguinte, a insegurança latente é o germe da criminalidade, que lota as Febens e presídios. Todos nós sabemos que o brasileiro está desiludido e, a cada hora, mais pobre, comendo o “pão que o diabo amassou”, vivendo aos trancos e barrancos em mocambos, justamente por culpa dos farsantes que detêm o poder de decisão, tornando a vida um suplício. É um disparate o Brasil ser a 14.ª potência econômica mundial e o povo o 72.º em poder aquisitivo. Então, os índices de inflação são manipulados, são uma farsa baseada no preço do chuchu. Quem tem a certeza de que vai voltar vivo para o seu lar após um dia de trabalho? O trauma da sociedade é incontestável. Os corruptos não resistem à “fumaça” do suborno. Ora, se o povo se acha ludibriado e também o cidadão responsável, então que se queixem aos diáconos dos bispos que estão de bico fechado, como passarinhos na muda. Isto é, agora não falam, não escutam e nem querem ouvir, o que vem comprovar que é preferível os religiosos analfabetos irem para o inferno antes de meter o nariz em política porque também são os culpados desta situação insólita. Vocês não têm vergonha, agora?

O trauma da sociedade é incontestável. A classe rica usa helicóptero, anda de carro blindado, mora em condomínio fechado, com guarda-costas. Enquanto isso, a classe média vai assistindo um “reality show”, defendendo-se com cerca elétrica e alarmes ou morando em apartamento. Todos nós estamos derrapando na lama, vendo a nossa esperança morrer na praia. E assim, o festival frenético da roubalheira assusta a população sem que haja uma reação efetiva dos que se rotulam como honestos. Apenas ouvimos ícones da política alardeando que são honestos e prometendo um vendaval de soluções miraculosas. Mas a verdade é que não resistem aos galanteios do “canto da sereia” do irresistível corruptor. Não conhecem a palavra “honra”. Em vez de inquirirem a população sobre o uso de armas, por que não perguntam se há necessidade de reformularem o código penal com penas severíssimas, pois a situação é calamitosa e inadiável para o saneamento que se faz necessário para ontem. (Alfredo Figueiredo)