O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) também avalia com criticidade a construção de novos presídios, mas pondera que o Estado precisa abrigar seus presos. Na avaliação dele, uma das saídas para desafogar o sistema e diminuir o número de prisões são as penas alternativas.
“Hoje funciona assim: o cara não paga pensão e vai preso; rouba galinha e vai preso. Presídio é para marginal de alta periculosidade. Se o preso de baixa periculosidade é mecânico, ele deve pagar sua pena consertando carro da polícia, do governo, da prefeitura; se é médico, deve atender de graça numa creche ou numa escolaâ€, sugere.
Tobias lembra que quando o então governador Mário Covas assumiu o Estado, em 1994, o sistema penitenciário abrigava 50 mil presos. “Hoje, passados dez anos, são mais de 120 milâ€, informa.
“O preso que praticou pequenos delitos sai da penitenciária ‘doutor em marginalidade’. Do jeito que vai, daqui a 15 anos o Estado não terá mais dinheiro para investimentos em educação, saúde, transportes. Boa parte das verbas será encaminhada para a construção de presídiosâ€, alerta.
O parlamentar estadual informa que cada preso custa ao Estado uma média de R$ 1.500,00 por mês. â€œÉ mais caro do que manter uma criança na escolaâ€, compara. Embora a população rejeite a construção de presídios, Tobias afirma que os prefeitos nem sempre tem a mesma posição.
“Se eu fosse prefeito, falaria não. Mas tenho que reconhecer que Pirajuí, por exemplo, tem sua economia baseada nas penitenciárias. Na verdade, o que sinto é que todo município quer ter um presídioâ€, afirma.