As divergências entre o prefeito Tuga Angerami (PDT) e o presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), vice-prefeito Renato Purini (PMDB), foram o principal assunto da sessão legislativa de ontem. Alguns parlamentares abordaram o desentendimento em seus discursos.
O vereador Marcelo Borges (PSDB) foi o primeiro a tratar do assunto. Ele afirmou que não se sente surpreso com a crise que afeta o comando do governo municipal. “O que eu achava estranho era o Tuga e o Purini falarem que iriam conviver em harmonia durante quatro anos”, observou.
Ao comentar a tentativa de obtenção do atestado de certidão negativa de débito, Borges acusou Purini de ter agido de forma semelhante quando ocupava a presidência da Câmara Municipal. O tucano recordou que a Consultoria Jurídica da Casa teria rasurado a data de um processo remetido ao Poder Judiciário para evitar a perda de prazo do recurso.
A vereadora Majô Jandreice (PCdoB), integrante da base aliada do prefeito e vice-presidente da Câmara durante a gestão de Purini, contestou a existência do conflito. “Há questões que são colocadas por pessoas que querem ver o circo pegar fogo”, argumentou.
Já o parlamentar Rodrigo Agostinho (PMDB) pregou o entendimento entre o prefeito e o presidente da empresa municipal. “Pessoalmente, espero que esse fato se resolva no campo profissional. Todos sabemos as dificuldades que a Emdurb atravessa e isso ficará mais claro quando a auditoria for concluída”, destacou.
Ele se mostrou otimista com a possibilidade das divergências serem sanadas. “Não acredito que essa crise evolua para o campo político. Bauru já sofreu muito com brigas entre prefeitos e vices”, ressaltou.
O líder do prefeito na Câmara, vereador Faria Neto (PDT), adotou o mesmo raciocínio. “Certamente eles irão conversar e se entenderão. A Emdurb é inviável da forma que está e a falta de dinheiro acaba gerando esse tipo de discussão”, frisou.
O presidente da Casa, vereador Toninho Garmes (PSDB), preferiu não comentar a crise. “Esse é um problema do Executivo e eu não devo meter a colher”, declarou.