11 de julho de 2026
Nacional

Polícia encontra 875 kgs de dinamite em município da Grande São Paulo

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Trinta e cinco caixas contendo dinamite em gel foram encontradas, ontem cedo, em uma área rural do município de Suzano, na Grande São Paulo. Ao todo, os explosivos, que estavam na beira de uma rua e de uma estrada, somavam 875 quilos líquidos. Em julho deste ano, quando o governo de São Paulo demoliu dois pavilhões do complexo penitenciário do Carandiru, foram detonados 200kg de explosivos.

Até o início da noite de ontem, a Polícia Civil não sabia quem tinha abandonado o material. É a terceira apreensão de dinamite neste mês na Grande São Paulo. Nas outras duas ocasiões, foram encontradas no total duas toneladas do explosivo. A descoberta das caixas com dinamite em gel foi feita após uma denúncia anônima. A Polícia Militar encontrou 23 caixas no bairro Chácara Néa. A um quilômetro dali, na estrada do Renzi, havia outras 12 caixas. Cada uma continha 15 cartuchos de dinamite, segundo a polícia. A área foi isolada.

De acordo com o delegado Argentino da Silva Coqueiro, algumas caixas estavam violadas, mas nenhum cartucho foi levado. Segundo ele, os explosivos são parte de uma carga que foi roubada, no dia 4 de agosto, de um caminhão da Britanite Indústrias Químicas. Na ocasião, os ladrões atacaram o veículo na cidade de Guarulhos (Grande SP) e soltaram o motorista e o ajudante, cinco horas depois, em Ermelino Matarazzo, bairro da zona leste paulistana.

Ao todo foi levada 1,8 tonelada de explosivos e 152 detonadores não-elétricos, que seriam entregues a empreiteiras de quatro cidades da Grande São Paulo. Somente três desses detonadores estavam entre as caixas encontradas ontem cedo em Suzano. O delegado disse que investigará se existe relação entre a apreensão da dinamite ontem e o artefato que explodiu, na quinta-feira passada, em um conjunto habitacional de Santo André (ABC). Segundo Coqueiro, “o grupo pode ter se assustado com o que aconteceu e achou melhor desovar as caixas” com os explosivos.

O tenente Hiran Gouveia, da comunicação da PM de Suzano, disse que só será possível precisar a capacidade de destruição do material quando os laudos técnicos estiverem prontos.

A Britanite, cuja sede fica no Paraná, afirmou que não tinha “condições técnicas”, ontem, para especificar a capacidade de destruição das dinamites. Disse apenas que são “explosivos civis”, utilizados geralmente em pedreiras.