11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bancários prometem parar por 24h hoje

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A mobilização dos bancários por reajuste salarial promete uma paralisação de 24 horas hoje em várias regiões do País. Em Bauru, sindicalistas esperam conseguir a participação de toda a categoria. A paralisação pode gerar desde lentidão no atendimento até o fechamento de agências, dependendo da adesão ao movimento.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru Marcos Silvestre, é impossível prever a extensão de um movimento deste tipo. “Na greve por tempo indeterminado, você começa com uma adesão pequena, mas isso aumenta com o passar dos dias. Na greve de 24 horas, dificilmente conseguimos ampliação. Por isso, se conseguirmos parar metade dos trabalhadores já teremos um resultado extremamente positivo”, argumenta.

A campanha salarial dos bancários começou na primeira quinzena deste mês. A categoria reivindica reajuste de 11,77%, mais participação nos lucros equivalente a um salário integral, mais uma parcela fixa de R$ 788,00 e mais 5% do lucro líquido da instituição aos funcionários.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), porém, apresentou uma contraproposta de reajuste de 4%, mais um abono de R$ 1.000,00 (parcela única) e participação nos lucros de R$ 788,00 e mais 80% do salário individual. O sindicato argumenta que 4% não cobrem sequer a inflação (em torno de 6%) e que o abono não é incorporado aos benefícios (férias, fundo de garantia, décimo-terceiro).

“Nós recusamos essa proposta da Fenaban e, depois disso, não houve mais nenhuma negociação. Apenas o Banco do Brasil apresentou uma proposta diferenciada para participação nos lucros. Além de oferecer 3% do lucro semestral e uma parcela fixa de R$ 375,00, o banco propõe pagar um percentual sobre o salário, sendo 25% do salário para quem ganha menos e até 185% para quem ganha mais”, afirma.

“Para nós (sindicato), essa é uma distorção absurda e inaceitável, que tem a intenção de dividir os funcionários para que não adiram à greve. Porque, com certeza, quem ganharia mais vai preferir aceitar a proposta e tentar pressionar os outros para não aderirem à greve”, acrescenta.

Assessoria de imprensa do Banco do Brasil confirma que a instituição fez uma proposta nos últimos dias e destaca que a direção do banco procurou atender às premissas do movimento sindical, distribuindo uma parte linear (valor fixo para todos de cerca de R$ 1.100,00) e o restante variável de acordo com o cargo e a responsabilidade funcional de cada trabalhador.

A assessoria não confirma, nem desmente os percentuais citados pelo sindicato para pagamento de participação nos lucros. Também não comenta a afirmação de que seria uma tentativa de enfraquecer o movimento.