O ESCÂNDALO
Apenas começaram as investigações sobre o escândalo na arbitragem, mas uma coisa está definida: o jogo entre Vasco e Figueirense, realizado dia 7 de agosto, será anulado. O placar de 2 a 1 para o time carioca teve influência direta de Edilson Pereira de Carvalho, após marcar um pênalti inexistente contra o time catarinense. Além disso, vários jogadores do Figueira foram coagidos com a distribuição de alguns cartões amarelos no primeiro tempo. Edilson Pereira de Carvalho e o empresário Nagib Fayad confirmaram, através de escuta telefônica, a manipulação no resultado daquele jogo em São Januário. Alguns dos jogos apitados por Edílson estariam descartados. Acho que quem perde de 4 a 1, por exemplo, não pode nem abrir a boca. Sou contra a suspensão do Campeonato Brasileiro e de qualquer virada de mesa, porque quem pensa asssim, adora o caos, como lembrou Luiz Zveiter. Mas além de Vasco x Figueirense, outras partidas devem ser anuladas. Precisam ser e com urgência. Quanto as denúncias de corrupção da arbitragem no Campeonato Paulista deste ano, os resultados não devem ter nenhum efeito na classificação final da competição. Os jogos citados por Edílson Pereira de Carvalho em seu depoimento – Guarani 0 x 2 Corinthians e América 1 x 4 Palmeiras – foram analisados e não foi constatado nada de errado. Lembramos que os clubes não tem nada a ver com o escândalo da arbitragem nesse Brasileirão.
INOCENTES
Edílson Pereira de Carvalho disse em seu depoimento, que Márcio Luiz Augusto e Francisco Rubens Feitosa trabalharam como seus assistentes (bandeirinhas) no jogo Vasco x Figueirense e que participaram do esquema. Mas explicou que usou os nomes dos assistentes para querer ‘valorizar’ a sujeira, ‘reforçar’ a fabricação do resultado. Os bandeirinhas, coitados, trabalharam na maior das inocências, sem saber de nada. É velho no futebol o árbitro usar as pessoas. Tem aquele que pega dos dois lados e depois vai receber daquele que ganhou o jogo. O bauruense Márcio Luiz Augusto, honesto e competente, é meu amigo e sobrinho do repórter J. Augusto, da Rádio Auri-Verde. Por orientação dos advogados, ele só se pronunciará num eventual depoimento. Num programa na TV Preve, Márcio colocou-se à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento.
TIMÃO X RIVER
Corinthians e River Plate decidem esta noite, vaga nas quartas-de-final da Copa Sul-Americana. O time argentino não está bem, mas costuma exercer forte pressão quando joga no Monumental de Nuñez, onde dificilmente perde. Por isso, o técnico Antônio Lopes, que fará a sua estréia, deverá escalar a equipe com três volantes - Marcelo Mattos, Bruno Octávio e Fabrício - e apenas Tevez no ataque. Lopes gosta de montar esquema fechado, mas com velocidade para sair nos contra-ataques. Para avançar às quartas-de-final, o Alvinegro precisa derrotar los hermanos ou empatar, desde que a partir de 1 a 1. Se a partida ficar no 0 a 0 - placar do Pacaembu -, a decisão será na disputa de pênaltis.
TREINADORES
Zagallo criticou a demissão dos treinadores Márcio Bittencourt (Corinthians) e Alexadre Gallo (Santos). O Velho Lobo lembrou que Márcio substituiu Daniel Passarella num momento difícil do Timão, levando a equipe das últimas posições para o topo da tabela. De outro lado, acho que Márcio contribuiu para a sua saída. No empate frente ao River Plate, jogo de ida da Sul-Americana, o jovem treinador, contrariando a direção do clube, escalou um time reserva. E no empate diante do Atlético Mineiro, pelo Campeonato Brasileiro, fez duas substituições infelizes, colocando defensores nos lugares de um meio-campista e um atacante. Gostei da contratação do ex-delegado Antônio Lopes. O preferido do presidente do Corinthians, Alberto Dualib, era Nelsinho Baptista, que foi contratado pelo Santos. Gallo vinha tendo altos e baixos e o Peixe precisava de um técnico mais experiente.
O NOME DO JOGO
Ontem, pela Copa dos Campeões da Europa, Ronaldinho Gaúcho detonou. O meia-atacante brasileiro marcou três gols na vitória do Barcelona sobre a italiana Udinese por 4 a 1.
MEMÓRIA
Decisão do Campeonato Amador de Bauru de 1994: Redentor 2 x 0 Beija-Flor, no Estádio Distrital Horácio Cunha, gols de Ricardinho e Niltinho. Redentor campeão da Primeira Divisão da LBFA. Árbitro: Milton Porto. Redentor: Rogério; Aranha, Abel, Coquinho e Bira; Niltinho, Ernãni (Ed) e Ni (Periquito); Ricardinho, Rogerinho e Luciano. Beija-Flor: Julinho; Vô, Gílson, Romário e Deto; Hortelã, Bodinho e Davi (Quico); Cartolinha, Edil e Bimbão.