Rio - Um vôo, que partiu do Rio de Janeiro para Belo Horizonte na manhã de segunda-feira, dia 19, está sendo investigado pela Polícia Federal (PF), que acredita que os R$ 2 milhões em euros e dólares furtados da sede do órgão no Rio podem ter sido levados para a capital mineira. O dinheiro teria sido retirado do Estado um dia após o furto, que ocorreu em um cofre da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF.
Investigadores federais também estão na pista de quatro agentes e escrivães federais - de um grupo de sete -, que teriam participado diretamente do furto. Um dos agentes deixou o plantão no dia 18, à noite, quando ocorreu o crime, e não retornou para a PF. Ele também não apresentou justificativas para ter deixado seu turno.
Um escrivão, que já trabalhou na DRE, esteve na sede da PF no domingo, em um dia em que não havia serviço para ele nas dependências da sede do órgão. Outro agente e outro escrivão também estão sendo investigados. O agente teria levado o dinheiro para Belo Horizonte. O escrivão teve contato com o dinheiro.
Hoje, agentes federais de Goiânia e o delegado Ronaldo Magalhães, chefe de Operações da Coordenação Geral de Polícia de Repressão a Entorpecentes (CGPRE) da PF de Brasília, chegam ao Rio. Eles começarão a recontar a cocaína apreendida durante a Operação Caravelas, que apreendeu 1,6 tonelada da droga. A Justiça Federal de Goiânia já autorizou que a cocaína seja incinerada, o que pode acontecer na sexta-feira.