08 de julho de 2026
Turismo

Congonhas dos 12 apóstolos

Por Zarcillo Barbosa | Especial para o JC Turismo
| Tempo de leitura: 2 min

O Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo (82 quilômetros de BH), é considerado pelos mineiros como a imagem mais expressiva de Minas Gerais. Participaram da votação 240 mil eleitores. A margem de preferência foi de 32%.

No caminho de BH para Congonhas, os ônibus de turismo costumam parar em Lagoa Dourada, “Capital do Rocambole”. O libanês Miguel Youssef começou a vender rocambole na sua padaria, aproveitando a receita herdada da mãe. Criou fama e hoje várias padarias se esmeram no produto anunciado desde as placas nas rodovias.

No adro do Santuário estão as estátuas em pedra-sabão dos 12 apóstolos. São as obras mais expressivas de Aleijadinho, ou, pelo menos, as mais conhecidas. Em frente à igreja, o artista fez construir as capelas dos Passos da Paixão, atualmente sendo restauradas.

Impressionantes as esculturas em cedro rosa de Aleijadinho representando cenas da Paixão de Cristo e da Via Sacra. O autor abusa de simbolismos maçônicos, confraria a qual pertenceu. O conjunto todo foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, em 1985.

As estátuas em pedra-sabão dos apóstolos na entrada da igreja, expostas às intempéries, sofrem ataques de predadores humanos e da natureza. A ignorância dos turistas que inscrevem seus nomes ao pé das estátuas e os fungos e elementos poluidores da atmosfera estão destruindo as obras de arte. É pena ver essas obras-primas se deteriorando sem que as autoridades responsáveis pela conservação do patrimônio cultural brasileiro tomem alguma providência.

Há um projeto de se recolher as estátuas originais para um recinto fechado depois de devidamente recuperadas. Réplicas seriam colocadas no seu lugar, como aconteceu em Veneza e em Roma para garantir às gerações futuras as obras de inestimável valor cultural e artístico, “patrimônios da humanidade” e não só dos brasileiros. Visite antes que acabe.