09 de julho de 2026
Geral

HE dá palestra para futuros voluntários

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

O Hospital Estadual (HE) de Bauru está convocando os 130 inscritos em projetos voluntários para participar de uma palestra hoje. O objetivo é instruir essas pessoas sobre as normas do hospital, treinando-as para exercer com segurança e qualidade as ações de solidariedade.

A palestra será coordenada pelo cardiologista Eder Trazza, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, presidente da Comissão de Humanização do Hospital das Clínicas de Botucatu e presidente do Grupo Sempreviva de Voluntários.

Trazza explica que a idéia da palestra é compartilhar com os futuros voluntários de Bauru a experiência do Grupo Sempreviva em Botucatu. Segundo ele, o grupo atua em três frentes: apoio emocional, apoio material e atividades de lazer.

O apoio emocional é oferecido em visitas e conversas com os pacientes e seus familiares. O apoio material é percebido na mobilização dos voluntários para conseguir cadeiras de rodas, próteses, fraldas descartáveis, enxoval de bebê e quaisquer outras coisas de que o paciente precise e não possa comprar.

Também serão realizadas atividades de lazer. Para as crianças, contadores de história, brincadeiras e festas em datas comemorativas (Natal, Páscoa, festa caipira), com enfeites e distribuição de brinquedos. Para os adultos, apresentações musicais que vão do sanfoneiro à orquestra sinfônica. Cabeleireira para as mulheres e aulas de artesanato.

“Botucatu recebe muitos pacientes de fora, alguns vêm de longe e às vezes ficam vários dias sozinhos, porque a família não tem condições de visitar. Então, os voluntários ajudam a amenizar isso”, comenta.

Mas Trazza lembra que a permanência dentro de um hospital exige alguns cuidados e os voluntários devem ser orientados sobre isso.

“Não basta chegar sorrindo. Você tem que estar preparado, saber o que pode e o que não pode fazer ou falar. O visitador é orientado, por exemplo, a não conversar com o doente sobre doença, falar apenas sobre a profissão dele, a família, a cidade. Também não pode levar comida, não pode distribuir balas”, cita.

Outro cuidado essencial é no controle de higiene e saúde. “O visitante não deve mexer nas coisas do doente, não deve tocar nos aparelhos. Precisa lavar as mãos antes de entrar e sair de cada quarto porque ele não só pode levar contaminação para o doente se chegar gripado, por exemplo, como pode também levar uma doença para casa”, adverte.

Em julho deste ano, o HE abriu inscrições para cadastrar voluntários e recebeu 130 interessados para disputar 50 vagas. Na opinião de Trazza, isso mostra que a população em geral tem boa vontade.

“E quando você fala em 50 vagas é para o trabalho interno, porque você também pode ser voluntário lá fora. Tem gente que não quer ver uma pessoa doente, sofrendo, mas quer ajudar. Você pode ajudar fazendo um artesanato na sua casa para vender no bazar e comprar coisas que os doentes precisam”, sugere.

Todas as pessoas inscritas para trabalhar como voluntárias no hospital receberam convites para participar da palestra, que será realizada hoje, a partir das 9h, no auditório do HE de Bauru. Mais informações: (14) 3103-7777.